A Cabana do Pai Tomás (Uncle Tom’s Cabin) – Harriet Beecher Stowe

Oi! É quarta feira mas pra mim é como se fosse segunda, já que hoje é que voltei a trabalhar e estudar, depois de um fim de semana prolongado. Apesar de ter tido mais dias pra descansar devo confessar que gostaria de ficar em casa até o fim da semana, pra me recarregar totalmente… como não é possível, nada como uma resenha pra me dar um certo gás. É dia de “A Cabana do Pai Tomás”.

uncletomscabin

“Visto por muitos como alimento para o movimento abolicionista da década de 1850 e estabelecedor das bases para a Guerra Civil, o conto sentimental e moral de Harriet Beecher Stowe sobre escravos e sua tentativa de garantir a liberdade foi um dos livros mais populares do século XIX. Centrado em torno do longo sofrimento Pai Tomás, um escravo cristão devoto que suporta o abuso e a crueldade de seus proprietários, e cujo principal protagonista é frequentemente celebrado como o primeiro herói negro na ficção norte-americana que se recusa a obedecer seus senhores brancos. Com outros protagonistas fortes como Eliza, uma escrava corajosa que foge para o norte com o filho quando descobre que ele está para ser vendido, Beecher Stowe destacou a situação dos escravos do sul e do rompimento de famílias negras. Não sem controvérsia, críticas mais recentes sugerem que a novela contribuiu negativamente para o estereótipo da comunidade negra.”

Esse livro é parte do “Desafio Literário de Rory Gilmore”, e como eu também já tinha curiosidade de conhecer a história, juntei uma coisa com a outra e foi uma das minhas leituras do ano passado. Peguei pra ler com todo o entusiasmo e mergulhei na história… até mais ou menos a página 50, quando comecei a ter preguiça da história. A verdade é que, de todas as protagonistas apresentadas nessa história – vários escravos, que se conhecem de uma forma ou de outra ao longo da narrativa, têm suas histórias e lutas contadas – Tom (no original é Uncle Tom, que em português seria “Tio Tom”) é a mais chata. Consigo entender que seja uma pessoa de bom coração a ponto de não reagir aos maus-tratos, mas isso, também, me ajudou a pegar um tanto de preguiça da história.

A narrativa é simples, sem grandes rebuscamentos, mas é cansativa e repetitiva, e chegou um ponto em que eu não aguentava mais ler o quanto Tom era bonzinho ou como ele suportava bem o sofrimento. Não sei se é porque eu o contrastei com Eliza, que pegou o filho nos braços e foi procurar uma vida nova para si, longe da escravidão e da injustiça, ou se é porque ele era tão apaixonado pelos seus senhores que simplesmente ignorava o fato de que, por mais “bondosos” que fossem, ainda assim o tratavam como mercadoria, e parecia achar que isso era não só normal como aceitável. Tive poucos momentos de simpatia por ele, e esperava com bem mais empolgação as partes da narrativa que contavam a história de Eliza, por exemplo.

Eu diria que esse livro deve ser lido porque é um clássico, que apresenta um contexto histórico muito importante dos Estados Unidos e do mundo, já que as discussões sobre a abolição são importantes até hoje, com a luta diária pelo fim dos preconceitos de cor, mas em termos de construção narrativa, já aviso, é cansativo e enjoativo. Chegou um ponto em que eu estava lutando pra chegar ao final, só pra ver como terminava, então não posso dizer que recomendo tanto assim.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


2 thoughts on “A Cabana do Pai Tomás (Uncle Tom’s Cabin) – Harriet Beecher Stowe

  1. Senti a mesma preguiça ao ler “Doze anos de Escravidão”. Também me senti atraída mais pela história de (coincidência?) Eliza. Achei o filme muito mais interessante. Aqueles, não raros, casos em que o filme supera o livro, contradizendo o senso comum.

    • Oi Amanda!

      Pois é, tem livros que, infelizmente, nos dão preguiça, não é mesmo? Não li “Doze anos de escravidão” ainda, mas não parece tão bom assim, depois do que você disse…

      Um beijo, obrigada pela visita! 🙂

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