Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland) – Lewis Carroll

Oi! Uma semana que começa cheia de tarefas e compromissos como a minha começou hoje, tem que ter como resenha esse clássico da literatura inglesa, que é um dos meus livros preferidos: “Alice no País das Maravilhas”. De novo, mil desculpas em adianto, já que alguns termos do livro podem diferir na tradução e eu não chequei nenhuma versão brasileira.

Imagino que a maioria das pessoas tenha uma ideia vaga sobre a história, no mínimo por ter visto o filme da Disney: Alice é uma menina inteligente, curiosa e estranhamente racional para a idade (ela tem 7 anos), que um dia, enquanto está deitada sonolentamente no colo da irmã mais velha – que lê um livro – vê um coelho branco usando um colete muito elegante. Ela resolve segui-lo, e ao fazê-lo, cai em sua toca de coelho, que a leva para o País das Maravilhas (Wonderland). O lugar é completamente desprovido de lógica, e Alice se vê mudando de ambiente a todo momento, crescendo e encolhendo a depender do que come, e lutando para manter as noções que adquiriu ao longo da vida, como sua educação, os conceitos aprendidos na escola e até mesmo sua noção de si mesma (além de lutar para não perder a cabeça – em todos os sentidos da expressão).

Acho que mesmo quem nunca tenha visto nenhuma adaptação da história – o que acho difícil – ao ler o livro deve perceber um “quê” de sonho, afinal, os lugares que Alice visita vão mudando sem muita lógica ou pelo menos de forma muito confusa, “sem noção” mesmo. Toda vez que eu leio fico com a sensação de que os capítulos são quase – quase – independentes, como se fossem intercambiáveis e a ordem não fosse mudar tanto as coisas, mas acho que isso é só Wonderland me pondo louca…

Alice é minha personagem preferida, já que ela não é boba como parece ser na maioria das adaptações que fazem da história: é uma menina inteligente e curiosa, que leva a sério aquilo que aprende, e tenta encaixar o que conhece na loucura que é Wonderland, o que a vai deixando meio doida no processo; ela só percebe isso quando o próprio Cheshire Cat – em português, se não me engano, é Gato Risonho – diz, com todas as letras, que todos em Wonderland são loucos, inclusive a própria Alice. O Gato, aliás, é minha segunda personagem preferida, e o Chapeleiro não me pareceu nem um terço tão interessante quanto parece nas adaptações – vide Johnny Depp naquele filme terrível do Burton, que ok, não é uma adaptação da história, mas é um dos mais bestas que eu já vi.

Alice é um livro que ganhou muitas adaptações, e virou um ballet, inclusive. É um dos meus preferidos, e eu comprei até o DVD para ver quando quiser, tamanho o amor pela história.

Pra resumir, a história é boa, além de ser praticamente duas-em-uma: é uma história para crianças, narrando uma terra fantástica e como uma menina conheceu essa terra e as aventuras que viveu, mas é também uma história para adultos, cheia de referências matemáticas, trocadilhos linguísticos e paródias de poemas e rimas infantis inglesas. Claro que é um livro que recomendo, mas advirto logo: paciência! Pode não ser tão infantil quanto se pensa que ele é (no caso dos adultos, que logo o imaginam como um livro bobo), além de ser mais complexo do que parece.

Espero que tenham gostado! Boa semana e até a próxima!


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