As Egípcias: retratos de mulheres do Egito Faraônico (Les Egyptiennes) – Christian Jacq

Oi! Hoje é o Dia Internacional da Mulher e meu último dia de trabalho como estagiária do Ministério das Relações Exteriores. Fiquei pensando o que podia resenhar pra marcar a data; olhei minha estante física, minha estante de livros lidos no skoob, e escolhi falar de um livro de não ficção do Christian Jacq, um dos meus autores preferidos: “As Egípcias”. É um livro mais documental, e depois que eu falar um pouquinho dele explico o motivo de o ter escolhido.

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“As Egípcias” fala, como já diz o título, sobre as mulheres do Egito dos tempos faraônicos. O livro conta as histórias de egípcias que mudaram, de alguma forma, os rumos de seu país. São pequenas biografias, que começam em Ísis, mãe e rainha de todo o Egito, passando por Nefertiti e Cleópatra, e incluindo aquelas que são menos conhecidas mas não menos importantes, como Sobekhotep, que reinou no fim da XII dinastia.

Bom, o livro é excelente, especialmente para alguém como eu, que não tem formação em egiptologia mas sempre quer saber mais sobre esse país fascinante, especialmente em seu aspecto histórico. Christian Jacq é egiptólogo com doutorado pela Sorbonne, mas seus livros não são muito queridos pela comunidade acadêmica por, na opinião dos outros egiptólogos, “romancear” demais a história, mesmo em livros que não são romances de ficção, como “As Egípcias”. Em defesa dele, no entanto, tenho que esclarecer que os fatos narrados não são inventados, são apenas simplificados de modo a aproximar os leigos que tenham interesse no assunto – como eu – levando-os, talvez, a checar pesquisas científicas sobre o assunto. Não só acho que é uma estratégia válida, como acho que nos ajuda a enriquecer nossos conhecimentos de alguma forma, e a difundir um pouco mais o conhecimento – ainda que diluído – sobre a egiptologia.

Escolhi esse livro para a resenha de hoje por me permitir fazer uma homenagem, tanto ao Dia Internacional da Mulher como ao meu último dia no MRE. As mulheres egípcias tinham direitos que, em sua época, eram indizíveis em outros países: podiam se casar com o homem que quisessem, divorciar-se, exercer funções ativas em templos e cultos e até mesmo funções políticas. Eram esposas e mães, mas que podiam trabalhar, escolher – com relativa liberdade – seu futuro, e tomar decisões. Hoje esses direitos são assegurados no Brasil, mas foram conquistados através de muita luta, e eu espero que a cada dia nós, mulheres, sejamos mais respeitadas e valorizadas, e que “direitos iguais” deixe de ser uma utopia, passando a ser uma realidade indiscutível.

As egípcias trabalhavam e dirigiam suas vidas, assim como eu trabalho e dirijo a minha vida. O MRE foi uma parte importante da minha vida, estou lá há 1 ano e meio já, e estou saindo para iniciar uma nova etapa; não podia deixar, no entanto, de agradecer todo mundo que passou pela minha vida enquanto estava lá. Meus chefes, meus colegas e os amigos que fiz. Obrigada pela oportunidade, pelo aprendizado, pela paciência. Foi um período muito feliz, e eu vou sentir muita falta de tudo que eu vivo diariamente com vocês.

Espero que tenham gostado e que me desculpem por parecer meio pra baixo. Bom fim de semana!


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