Azul é a Cor Mais Quente (Le Bleu est une couleur chaude) – Julie Maroh

Oi! Essa primeira semana no trabalho está sendo extremamente cansativa, cheia de decisões e conturbada. Ando melancólica e meio pra baixo, então escolhi um livro (na verdade uma Graphic Novel) cheia de beleza e melancolia; virou filme e sensação mundial, e me deixou curiosa para conhecer a história que o inspirou. Hoje é dia de “Azul é a Cor Mais Quente”.

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O livro conta a história de Clementine (no filme, ela se chama Adèle); ela é uma menina de quinze anos, insegura sobre si mesma e o que quer fazer de sua vida, e que, mesmo cercada de amigos, se sente sozinha e meio triste. Tudo muda quando ela conhece e se apaixona por Emma, uma jovem estudante de artes de cabelos azuis. As duas se envolvem em um relacionamento bonito e cheio de amor, mas também cheio de problemas e dificuldades, que mudará para sempre a vida de ambas.

Bom, o livro é contado através dos diários da Clementine, que ela deixa pra trás depois de morrer. Não, eu não estou dando spoiler, já que essa informação aparece logo no início da história e está até na descrição oficial. O que acontece é que, depois da morte dela, Emma vai à casa dos pais de Clementine e começa a ler os diários que a amada deixou pra trás, e, a partir daí, relembra o relacionamento das duas.

A história é muito bonita, mas também muito triste. Muito mais triste que o filme, e com um final bem diferente. Como eu disse na resenha de “V de Vingança”, Graphic Novels não são minha especialidade, mas acho que até com meu pouco conhecimento, dá pra fazer alguma análise. Em termos de história, como eu já disse, ela é muito triste. O foco não é a homossexualidade das meninas, ainda que esse aspecto seja explorado: o que a história realmente mostra é o desenvolvimento do relacionamento das duas, que é cheio dos mesmos problemas que qualquer relacionamento entre pessoas de idades e níveis de maturidade diferentes. As imagens não são cheias de cores, e os cabelos azuis de Emma se destacam. Achei que, de forma geral, a história e os desenhos conversaram de forma orgânica, formando um conjunto bonito e harmonioso.

As personagens são bem construídas, mas achei que Emma, pra uma moça já adulta, se comportava de forma meio imatura em alguns momentos. Talvez seja perdoável, afinal, todos têm momentos assim na vida, mas acho que fui com determinadas expectativas do filme para a leitura, e quando elas não se confirmaram totalmente, fiquei um tanto decepcionada – erro comum, e quero falar sobre isso em um post futuro. O conjunto da obra, no entanto – personagens, história, desenhos – forma uma história bonita e emocionante, que tocou meu coração (e de que eu gostei mais que o filme).

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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