A Batalha de Kadesh (La Bataille de Kadesh) – Christian Jacq

Oi! Começamos a semana com mais um volume de uma das minhas séries preferidas, o que significa que chegamos na metade. Uma das vantagens de resenhar uma série que se leu há mais tempo é reviver um pouquinho do que ela representou à época da leitura, então estou achando bom poder reviver minha própria história através de livros! Hoje é dia de “A Batalha de Kadesh”.

ramses

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“No terceiro volume da saga, os inimigos de Ramsés tecem uma teia de espionagem para fomentar o ódio dos hititas contra o povo egípcio. Para salvar o Egito, Ramsés terá de enfrentar o implacável exército inimigo, cujo poderio bélico é superior ao seu. A grande guerra parece inevitável. E será diante da fortaleza de Kadesh que se dará o choque frontal. Como pode Ramsés se preparar para o combate, se a saúde de Nefertari, a esposa real, definha vertiginosamente? Vítima de uma magia, Ramsés terá que ir ao Sul em busca de uma pedra da deusa, único remédio que poderá salvar a vida da rainha do Egito. Ao mesmo tempo terá que partir para o Norte e enfrentar uma batalha sangrenta para impedir a barbárie de destruir a civilização. Em desespero, Ramsés apelará para uma ajuda divina. Mas seu pai celeste responderá a seu apelo?”

Todos os livros da série tem uma pegada sobrenatural, já que a narrativa do Jacq assume que os deus egípcios, seus cultos e os rituais envolvidos são reais: consequentemente vê-se, muitas vezes, que o jovem faraó realiza feitos dignos de milagre, e pra quem não gosta muito de livros com essa ideia, pode se sentir meio desagradado. A verdade, no entanto, é que isso só acrescenta para a história, já que, se o autor tivesse falado daqueles ritos como sendo fantasias, como poderíamos entrar no universo narrado? Sentiríamos o tempo todo que eram piadas e que o livro não valia a pena, e não é o caso. De qualquer modo, esse foi o meu menos preferido da série. O motivo é simples: ainda que eu acredite em dar uma romanceada para o bem do desenvolvimento da narrativa, pra tudo tem limites, e a Batalha de Kadesh foi um grande fracasso para Ramsés, já que ele quase perdeu a vida ao quebrar uma trégua de anos, estabelecida pelo pai, e no livro, ficamos com a impressão de que o inverso aconteceu. Romancear tudo bem, mas sem mudar a história, né?

As personagens continuam as mesmas, de novo com algum amadurecimento de um livro para o outro. Uma das personagens que eu mais gosto é um dos amigos de Ramsés, Acha, o diplomata, como eu contei logo na primeira resenha. Se você está lendo a série ou já a leu, sabe que nesse volume ele parece especialmente irritante, mas é, no fim das contas, a pessoa mais surpreendente da história inteira, e eu gostei muito de ver como ele se desenvolve – considerando-se que trabalhei com diplomatas por um ano e meio, não é de se admirar que eu ache graça nos maneirismos deles mesmo na literatura: é, de novo, quase uma volta ao passado. No mais, é um livro bom sim, não o melhor da série, mas necessário para entender os próximos dois, portanto, recomendado!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Série “Ramsés”:

1- O Filho da Luz

2- O Templo de Milhões de Anos

3- A Batalha de Kadesh

4- A Dama de Abu-Simbel

5- Sob a Acácia do Ocidente


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