Bridget Jones: No Limite da Razão (Bridget Jones: The Edge of Reason)

Olá! Estou de volta ao Brasil, cheguei ontem depois de dois dias de viagem, e vim matar as saudades de resenhar e de vocês! Sobre a viagem, caso queiram saber alguma coisa, basta perguntar: posso até fazer um post sobre ela, se tiverem interesse. Sobre a escolha do livro de hoje, foi simplesmente pelo fato de que já era hora de continuar mais uma série, e essa já estava engavetada há um tempo, então aqui estamos para resolver isso. Hoje é dia de rever nossa querida e neurótica Bridget!

“Bridget Jones, mulher de trinta e poucos anos que luta para emagrecer e largar seus vícios de cigarro e bebida, depois de muito sofrer, finalmente arranjou um namorado! E não só: o namorado perfeito! Mas ao contrário do que se poderia imaginar, Bridget agora tem ainda mais problemas do que antes! Entre eles, impedir que seu namorado seja roubado por uma falsa amiga, lidar com o chefe problemático na produtora de TV em que trabalha, enfrentar um enorme buraco no meio de sua sala e conviver com a mãe obcecada por si mesma. Mantendo o bom humor de sempre e tentando arranjar sua vida, Bridget Jones está de volta, pra perceber que um namorado não é a solução para seus problemas!”

Bom, esse livro é a continuação de “O Diário de Bridget Jones”, que foi um grande sucesso, abriu as portas do chick-lit e de que gostei muito, mas não é nem de longe tão bom quanto o primeiro. A narração continua na mesma linha que já tinha consagrado sua autora: bem humorada, cheia de comentários divertidos da própria Bridget (o livro é escrito em forma de diário) e com personagens bem colocadas, mas uma coisa nele conseguiu me deixar com o pé (bem) atrás: a forçação de barra para deixá-lo engraçado – e torná-lo um paralelo de “Persuasão”, da Jane Austen.

O primeiro livro era inspirado, segundo a autora, em “Orgulho e Preconceito”. Até aí tudo bem, e fãs da obra de Austen poderiam facilmente ver alusões e cenas claramente inspiradas em seu livro mais famoso. Combinado às personagens legais e divertidas, o livro e o filme foram sucessos, e essa fórmula foi novamente tentada na continuação e a coisa desandou bastante: as comparações com “Persuasão” poderiam ter sido geniais, não fosse o fato que tornaram a protagonista uma completa retardada! É, Bridget Jones deixou de ser só neurótica e passou a ser a maluca descontrolada, e foi aí que eu não curti o livro tanto assim.

Obviamente que o livro tem seus méritos: algumas partes dele são muito engraçadas e realmente me fizeram rir muito, e algumas das trapalhadas da protagonista a deixaram coerente com o primeiro volume. Mark Darcy continua charmoso e coerente com quem foi durante a primeira parte da história, e adorei poder revê-lo na segunda. Daniel Cleaver continua o mesmo, também, o que significa que rendeu sua cota de risos e aquele desespero básico de que Bridget pudesse cair – de novo – em sua conversa mole.

No geral o livro quebra um galho para rir e passar um tempo sem pensar em nada sério, mas não é a melhor leitura que eu tive na vida e certamente não é o melhor chick-lit que já li. Ano passado foi lançada uma terceira parte para as aventuras de Bridget, mas não sei se tenho ânimo para ler. Se tiver, volto aqui e conto tudo!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Bridget Jones:

01- O Diário de Bridget Jones

02- Bridget Jones: No Limite da Razão

03- Bridget Jones: Louca Pelo Garoto


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