A Cidade do Sol (A Thousand Splendid Suns) – Khaled Hosseini

Oi! Hoje é aniversário do meu namorado; como já é tradição no blog, a resenha de hoje é em homenagem a ele. Passei um bom tempo pensando em qual deveria ser o livro de hoje, e me decidi por “A Cidade do Sol”, do Khaled Hosseini (mesmo autor de “O Caçador de Pipas”). Foi o primeiro livro que ele me deu de presente, quando tínhamos pouco tempo de namoro e ele ainda me chamava de Nina (atencioso como ele só, sabendo que eu não gostava de dedicatórias escritas no próprio livro, ele a escreveu em um papel e colou com um durex na primeira folha!).

“Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser.” Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do “todo humano”, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.”

Esse foi o segundo livro do Hosseini que eu li. Quando “O Caçador de Pipas” foi lançado, minha mãe se interessou pela história, comprou o livro e nós duas lemos. Ficamos emocionadas e devastadas com a beleza daquela história, e quando ganhei “A Cidade do Sol” já sabia mais ou menos o que esperar. O livro é, na minha opinião, ainda melhor que “O Caçador”.

A narrativa é bem fluida, com uma escrita fácil, simples e emocionante. Acho que Hosseini tem o dom das palavras, mas suas histórias têm em comum uma tristeza inata; não me surpreende, já que narram pedaços não tão bonitos da história afegã. No caso deste livro, a narrativa é centrada nas duas mulheres, Mariam e Laila, e o autor deu vozes e sentimentos tão reais às duas que é possível pensar que são pessoas reais, não só personagens. O pouco que sei sobre a cultura afegã também colaborou para essa impressão, mas tendo a crer que Hosseini não exagerou os sofrimentos das duas mulheres, já que ele também é afegão e deve saber como as coisas funcionam em seu próprio país.

As personagens são maravilhosas, fiquei encantada e, novamente, devastada de tristeza por elas. Mariam e Laila são extremamente diferentes, mas são mulheres boas e que se ajudam, são amigas. Me identifiquei mais com a Laila, que é mais independente, mas a verdade é que só me identifiquei pois fui criada como ela, com todo o amor e todo o incentivo à educação e aos estudos. Não deixo de admirar Mariam, nem de me ver nela, no entanto. Como personagens secundárias, gostei de Tariq e de Hakin, namorado de infância e pai de Laila, respectivamente.

“A Cidade do Sol” é um livro lindo, emocionante e cheio de nuances. Adorei lê-lo e recomendo veementemente (fico procurando expressões pra demonstrar o quanto vocês devem ler; tinha me esquecido desta!).

Espero que tenham gostado! Até sexta!

P.S.: Amor, de novo, feliz aniversário! Obrigada por tudo, por ser quem é, por estarmos juntos e por me fazer feliz. Te amo demais!


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