Cidades de Papel (Paper Towns) – John Green

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Olá! Espero que vocês tenham tido um bom fim de semana! O meu não foi lá muito relaxante, mas com o fim do semestre chegando, qualquer tempinho de descanso é válido! Aproveitando que a resenha no blog do Vina saiu na semana passada, resolvi falar do primeiro livro do John Green que eu li: “Cidades de Papel”.

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.”

Eu ganhei esse livro no meu aniversário, no ano passado, e como nunca tinha lido nada do autor, mas sabia que ele era a sensação dos adolescentes, fiquei curiosa e logo peguei pra ler, e tenho que afirmar que, poucas vezes na vida, li algo tão ruim!

A narração do Green é clara, fácil de entender, não é aí que reside o problema. O problema está na história em si. Primeiro que, ao ler sobre o plano de vingança, pensamos que ele tem algum sentido real para a história, mas não é o caso: a relação entre a vingança, a fuga de Margo e as cidades de papel que dão título à história são tênues, mal construídas e parcamente sustentadas. Segundo que as “reflexões” e as supostas epifanias geniais de Margo não passam de chiliques de adolescentes que querem aparentar mais profundidade do que realmente têm. E terceiro que as personagens são tão abobalhadas, que fica muito difícil se apegar ao que elas fazem e defender suas ações.

Falando mais sobre as personagens, posso dizer que, do minuto um, tanto Quentin quanto Margo me pareceram não só irreais, mas extremamente mimados e chatos. Margo, com suas reflexões sobre como todos vivem uma vida irreal – aí entra a relação com as cidades de papel -, suas fugas para chamar a atenção e seu visível egocentrismo, me fez questionar a sanidade de Quentin várias vezes. Que tipo de garoto acha que uma garota egoísta e falsa dessas é a coisa mais fantástica que já se criou nessa terra? E como pode ele ser tão levado pelos hormônios que deixa de fazer coisas importantes para si mesmo – sem contar o quanto se coloca em risco – só pra agradar uma garota que passou praticamente a vida inteira sem sequer olhar pra ele?

O livro inteiro é raso e sem graça, e depois do combo formado com “A Culpa é das Estrelas” já vi que esse autor não é um que eu vá gostar. Não recomendo pra ninguém, e espero que vocês encontrem livros YA mais agradáveis por aí!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!


4 thoughts on “Cidades de Papel (Paper Towns) – John Green

  1. Havíamos conversado sobre isso na Livraria né?
    Bem que queria ter lembrado da história…
    Já disse meus motivos para ter receio de ler A culpa é das estrelas; já esse daí, depois de sua resenha, não tenho a menor vontade!

    Mas estou lendo um que é Will e Will, ele foi escrito por John Green e por David Levithan. A história me parece bem chata, mas quando eu cheguei no segundo capítulo foi que meus olhos saltaram do rosto! Ele é escrito com parágrafos, mas com letras minúsculas.
    Pense na minha agonia?
    Quero só ver quando é que vou acabar isso… espero que logo, assim o sofrimento passa rápido!

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