Cyrano de Bergerac (Cyrano de Bergerac) – Edmond Rostand

Oi! Acordei meio triste, e aí escolhi falar de um livro muito bonito mas que segue os mesmos sentimentos que estão em mim hoje, e que me deixou bem pra baixo quando li. Uma coisa faz companhia pra outra, e hoje é dia de “Cyrano de Bergerac”.

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“Cyrano é um brilhante poeta e bravo espadachim que vive na França do século XVII. Dono de um enorme nariz, e achando-se feio e desprezível, teme declarar o seu amor a Roxana, sua bela prima. Esta, por sua vez, é apaixonada por um colega de Cyrano, o cadete Cristiano, que não tem qualquer talento para expressar seus sentimentos pela jovem. Sem esperança de conquistar a prima, Cyrano ajuda o cadete, redigindo suas declarações de amor.”

Eu não me lembro quando li este livro ou como ele veio parar nas minhas mãos. O que eu me lembro é que eu era novinha ainda, provavelmente pré-adolescente, e a história me deixou completamente devastada! Pouco depois eu li um livro meio-que-inspirado neste e que vai ser a resenha de sexta, mas que não me fez chorar tanto. De qualquer modo, essa peça do Rostand me deixou tão triste quanto me sinto hoje, por isso foi a escolhida.

A história em si é triste, mas a narrativa é boa e fluida. É uma peça de teatro, então não tem muitos volteios de um narrador para explorar os sentimentos de Cyrano e cia., o que permite ao leitor exercitar bem a imaginação e imaginar o que se passa na cabeça dele. Foi o único trabalho do Rostand que eu li até agora, mas gostei bastante!

As personagens são boas, e eu gostei muito de Cyrano, ainda que tenha morrido de raiva por ele se esconder da mulher que ama por causa de sua aparência: não deixa de ser o que todo ser humano faz, ao invés de enfrentar o medo e ir adiante! Não gostei de Cristiano nem um pouco, já que não gosto de gente que se aproveita dos outros para ganhar alguma coisa, ainda mais dessa forma tão descarada (passei a leitura inteira me perguntando o que aconteceria se ele se casasse com Roxanne e depois não fosse capaz de fazer os versos que a conquistaram). Roxanne pra mim foi meio neutra: não podia culpá-la por não saber sobre Cyrano, mas ao mesmo tempo eu a julguei um pouco por crer em um homem tão tolo quanto Cristiano. Acho que cada um de nós só se perdoa – se isso – as próprias fraquezas. Eu certamente não perdoo tão facilmente as das personagens… De qualquer modo é uma história excelente! Gostei muito da leitura, ainda que tenha ficado um tanto triste. Recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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