Divã – Martha Medeiros

Oi! Sexta feira, dia que todo mundo fica mais leve e alegre com o fim de semana se aproximando… achei que era bom falar de um livro também leve, divertido, e que virou filme (ó, que novidade). O filme também é leve e divertido, apesar de ter uma ou duas partes tristes, então se você não viu, também pode ser uma boa escolha para o fim de semana! Vamos de “Divã”.

“Divã” conta a história de Mercedes, uma mulher de pouco mais de 40 anos, casada com Gustavo e mãe de três meninos. Ela é professora particular, e, segundo ela mesma, leva uma vida feliz e relativamente tranquila. E ainda assim, Mercedes decide começar a fazer terapia. Em cada consulta um pedacinho de Mercedes é revelado, e o quadro completo é uma mulher fascinante, que passa por crises e momentos difíceis com coragem e bom humor, redescobrindo a vida a cada dia e refazendo a própria história.

O livro é bem curtinho: a versão pocket, que é a que eu peguei na biblioteca para ler, tem pouco mais de 100 páginas, então a leitura é realmente rápida. Cada mini capítulo cobre uma sessão, e em determinado momento no meio do livro, a própria Mercedes (que é a narradora da história) diz que está na terapia há quase dois anos, ou seja, não acompanhamos absolutamente todas as sessões, mas os eventos mais importantes desse período da vida dela são destacados, e ela lida com as adversidades de forma muito impressionante.

O que mais me impressionou, no entanto, não foi essa maneira firme, racional e inteligente que ela lida com os problemas, e sim as pequenas revelações de si mesma que ela vai fazendo: não tenho 40 anos, não sou casada nem tenho filhos, mas me senti como Mercedes muitas vezes, e alguns pedaços dela pareciam tanto com pedaços meus que senti uma empatia imediata com o livro. Creio que seja um sentimento comum a todas as mulheres que leiam, mas acho que os homens vão gostar do livro também. É bem escrito e leve, então se não pela identificação com Mercedes e suas características, agrada por divertir. Muito bom pra dar risadas, chorar umas lagriminhas (poucas) e depois ver o filme e perceber como a adaptação ficou incrivelmente bem feita (e o mérito é, em grande parte, da Lília Cabral, que é a Mercedes de uma forma impressionante). Muito mais do que recomendado!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!


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