Drácula (Dracula) – Bram Stoker

Oi! Desculpem-me por não ter postado ontem, mas não estava me sentindo muito bem, e aí realmente não deu. Vou compensar minha falta falando do “manual do vampiro 101” que é “Dracula”, afinal, com tantos livros sobre esses seres mitológicos na atualidade, nada mais justo do que falar um pouco sobre uma de suas origens.

“Dracula” conta a história de um grupo de pessoas que, devido a vários motivos, acaba por se unir para lutar contra o conde Dracula. Só que a história não é tão simplista assim: Jonathan Harker é um solicitador que recebe o no trabalho a missão de ir até a Transilvânia para tratar com o dono de um castelo em uma região distante; o dono do castelo é o nobre Conde Dracula, que quer adquirir terras na Inglaterra. A viagem de Jonathan é estranha e desconfortável, chegando a deixá-lo apavorado em alguns momentos, mas as coisas só pioram quando ele chega ao castelo, e percebe que o Conde não se comporta como um ser humano normal, e começa a tentar fugir do castelo onde, mais que um hóspede, é um prisioneiro. Paralelamente, na Inglaterra, a noiva de Jonathan, Mina Murray, troca cartas com a amiga Lucy Wenstenra, que acaba de aceitar uma das três propostas de casamento que recebeu – do Dr. John Seward, do nobre Arthur Holmwood (que é quem ela escolhe), e de um americano chamado Quincey Morris. As histórias desses dois grupos de pessoas se unem quando o Conde começa a destruir vidas na Inglaterra, e, liderados pelo dr. Van Helsing, mentor do dr. Seward, o grupo formado por Mina, Jonathan, Holmwood, Morris e os dois médicos, deve impedir que o vampiro consiga realizar seus planos.

A história é bem sombria, e sendo um romance epistolar não tinha como não ser um pouco assustadora, já que cada pessoa que conta a história mostra o que sente quando passa por cada situação. A narração acaba por ser um pouco enrolada, já que cada personagem quer narrar um bom bocado das circunstâncias que cercam os acontecimentos estranhos que se passam a sua volta. Além disso, achei que as descrições e algumas das correspondências de Mina eram um bocado maçantes, e aí o livro pareceu demorar um pouco pra fluir.

As personagens são bem vitorianas: Mina é o próprio retrato da virtude e os homens passam todo o tempo tentando protegê-la e defendê-la por ela representar um ideal de pureza e santidade. Mesmo o dr. Van Helsing, que eu esperava ver como sendo um pouco mais bad ass era meio romântico e iludido. Não me decepcionei, no entanto, porque sempre soube que a narrativa não ia mesmo ser como eu imaginava, afinal, é um livro do século 19, escrito em plena era vitoriana. No geral “Dracula” é um bom livro, assustador na medida e bem amarrado. Tirando as partes da narrativa que foram muito demoradas e prolixas, gostei do livro, e recomendo, com certeza!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima.


2 thoughts on “Drácula (Dracula) – Bram Stoker

    • Oi Camis! Tô bem melhor sim, obrigada! Ainda não 100%, mas logo logo estarei!

      Sobre o livro, eu recomendo essa edição mesmo que eu coloquei a imagem, só que ela é em inglês. Eu dei de presente de natal pro meu pai e depois peguei pra ler, gostei bastante do trabalho feito nela, mas realmente não sei te indicar nenhuma em português…

      Beijos! =)

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