Em Seu Lugar (In Her Shoes) – Jennifer Weiner

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Oi! Pra quem se interessa, a apresentação foi muito bem, obrigada. Fiz minha abertura, não errei nenhum passo e agora quero ver o vídeo pra colocar defeito em tudo que fiz, como qualquer ballerina normal. Enquanto não tenho o vídeo volto para as tarefas mais cotidianas, como por exemplo fazer resenhas. Escolhi um livro um tanto diferente pra hoje. Conheçamos as irmãs Feller no agridoce “Em Seu Lugar” (que, ó novidade, virou filme em 2005).

Já mencionei que detesto capas com fotos dos filmes?

“Duas irmãs com personalidades diferentes dividem a mesma casa. A desempregada que adora festas e a ambiciosa advogada tem que se acertar, mas elas acabam descobrindo um laço de união que não imaginavam que tivessem. A inconsequente, irresponsável e festiva Maggie e a correta, séria e confiável advogada Rose são irmãs, grandes amigas e rivais ferozes que parecem ter apenas duas coisas em comum: seu DNA e o tamanho dos sapatos. Apenas quando seu relacionamento de amor e ódio pende mais para o lado do ódio é que elas acidentalmente descobrem que também possuem uma avó perdida no tempo e no espaço. Uma pessoa que pode lhes enriquecer a vida e ajudá-las a se reconciliarem uma com a outra… e consigo mesmas.”

Bom, a história é clichê, pelo menos se formos contar a sinopse, mas é o tipo de livro que, mesmo parecendo bobo e sem nada de novo, coloca nosso coração na balança. Explico: a relação entre as duas irmãs faz qualquer um refletir sobre a relação mais conturbada que tiver (não necessariamente com irmãos), e o modo como, pouco a pouco, cada uma se coloca no lugar da outra, tentando melhorar, tentando fazer sua parte para consertar a relação quebrada por anos de ciúmes e desentendimentos faz com que qualquer um com um coração um pouco mais mole se derreta e queira melhorar.

As personagens são boas, mas esse livro é um chick-lit, o que significa que, no geral, as personalidades são pintadas de uma forma exagerada e meio caricata. Maggie, por exemplo, é o esteriótipo da loira burra: linda, sexy, tonta e pouco confiável, enquanto Rose é o esteriótipo da amiga-nerd: gordinha, inteligente, pouco confiante e meio iludida. À medida que a história avança dá pra perceber que existe mais coisa por baixo dos esteriótipos, mas a forma como as duas são antagonizadas ainda me pareceu ligeiramente artificial (sei muito bem que isso é um recurso que visa fazer com que cada leitor se identifique com uma das protagonistas, mas isso não significa que eu goste). Ella, a avó das meninas, é uma criatura adorável, provavelmente minha personagem preferida, já que é toda moderninha e faz tudo para conquistar a confiança e o amor das netas, mas sem ter dó nenhuma de dar bronca nas duas quando é necessário.

No geral a história é boba, mas resolvi resenhá-la para fazer menção às reflexões e melhoras de cada uma das irmãs, que me conquistaram. É fácil esquecer que amamos alguém se estamos em competição constante, e esse é um daqueles livros que te faz ver que é bobagem tentar ser uma coisa/alguém que não é. Não estou dizendo que mudei toda a minha forma de ver o mundo só por ler esse livro nem nada do tipo, isso seria mentira, mas que ele me fez colocar a mão na consciência durante a leitura, isso ele fez. Recomendo pra quem quer chorar um pouquinho e refletir um pouco mais, mas se você não tem muita paciência pra histórias ligeiramente melodramáticas, esse livro não é pra você!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós!

P.S.: Feliz aniversário, Lili! Felicidades, saúde, luz, paz e bem! Te amo =)


2 thoughts on “Em Seu Lugar (In Her Shoes) – Jennifer Weiner

  1. Oi, Nina.
    Eu não chego a odiar livros com capas dos posters dos filmes, mas sempre prefiro a capa original.
    Acabei vendo o filme antes mesmo de saber que essa história era baseada em um livro e agora não sei se eu tenho vontade de ler.
    Tanta coisa na estante mais interessante que… sei lá! hehehehe
    Beijos
    Camis

    • Camis, se viu o filme e não deu aquela SUPER curiosidade de ler o livro, pode passar pra trás sem dó! Rss! Não é nada essencial na vida de ninguém, eu diria, e as reflexões que eu encontrei nele devem estar no filme também, afinal, Hollywood adora isso, né? hahaha!
      Beijos!

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