Emma (Emma) – Jane Austen

Oi! Hoje não estou apenas ansiosa, também acordei com uma ligeira sensação de pânico. Esperemos que até sexta eu me acalme um pouco. Por hoje, para colaborar com meu humor e tentar iluminá-lo um pouco, escolhi resenhar um livro de Jane Austen (sempre uma escolha segura, feliz e relaxante). Hoje é dia de “Emma”.

“Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora, está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em risco a própria felicidade. Para garanti-la, Emma deve superar seus preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração.”

Esse foi o terceiro livro da Jane Austen que eu li, e me encantei muito pela história, acho que por ela ser tão típica de sua autora e ao mesmo tempo cheia de elementos que a distanciam das anteriores (e posteriores).

Emma é a típica patricinha que não tem o que fazer e fica tentando formar casais para se divertir, com a diferença que, ao invés de essa situação se passar nos dias de hoje, se passa em pleno século XIX, quando as mulheres não tinham os direitos que temos hoje e menos ainda o respeito que tivemos que conquistar; essa combinação de fatores faz com que a atitude de Emma só seja aceita porque ela é rica. Essa é aliás, uma das críticas do livro, a falta de possibilidades para a mulher rica. A narrativa é como a de todos os livros de Austen: divertida, inteligente e clara, mas as personagens são bem diferentes.

Sendo a única das heroínas de Jane Austen que não tem dificuldades financeiras e que não olha romanticamente para os homens em volta, Emma se destaca de Elizabeth Bennet, Catherine Morland e seus pares (o livro, inclusive, recebeu críticas, à época de seu lançamento, justamente por isso. Entre os argumentos para a crítica, dizia-se que não havia propriamente uma história). Apesar de ser mimada, cabeça dura e ligeiramente enxerida, gosto de Emma. Sempre senti que seus defeitos se destacam mas que seu coração, por baixo de toda essa confusão, era bom. Seu melhor amigo e único crítico, George Knightley, é outro excelente protagonista, e o pai dela, o divertido hipocondríaco Mr. Henry Woodhouse, é divertidíssimo, uma ótima personagem secundária. Emma é um romance divertido, doce e até romântico. Um excelente trabalho de sua autora, mais do que recomendado!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!


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