Éramos Seis – Maria José Dupré

Oi! Desculpem pela demora pra sair a resenha, mas a empresa provedora de internet que usamos aqui em casa resolveu bancar a preguiçosa – desde que a contratamos – e de vez em sempre eu fico sem serviço! Minha indignação à parte, hoje é dia de “Éramos Seis”!

eramosseis

“Éramos Seis conta a história de Dona Lola e sua família, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade dos filhos. A obra, cujo tempo cronológico é de cerca de 20 anos, se inicia nos anos 20, no período final da República Velha, e termina nos anos 40, durante a II Guerra Mundial, já nos anos finais do Estado Novo. A vida de Dona Lola é narrada desde a infância das crianças, quando Júlio trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, na avenida Angélica, em São Paulo, nas proximidades do parque Buenos Aires, no local onde mais tarde se ergueu o Edifício São Clemente, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice.”

Eu li este livro no fim de 2013 porque me dei conta de que, mesmo tendo lido vários livros da Coleção Vaga-lume quando era criança, esse tinha ficado pra depois – e o depois não tinha chegado! Como virou até novela, resolvi que precisava conhecer a história… que é bem diferente do que eu achava que fosse!

Quando comecei o livro, achei que seria uma história sobre uma família – o que era – e um recorte de alguns anos na vida dela – e era isso também. Só que eu tinha ficado com a impressão de que fosse uma história fofinha e boba, já que a coleção em que o livro foi publicada é voltada para o público infantil, e a história é super triste! Não faz dela ruim, eu até gostei bastante, mas tenho que contar desse susto que levei porque acho que mais gente deve ter uma impressão errada sobre o livro, então queria esclarecer! A narração é fácil de compreender e o livro flui bem, então agrada vários tipos de leitores, além de ser uma história que pode atingir vários públicos.

As personagens são o grande destaque, já que são o foco da história. Dona Lola é uma mulher ao mesmo tempo forte e fraca: forte porque enfrenta com coragem os desafios da vida, fraca porque se deixa pisotear pelos filhos e mesmo pelo marido em vários momentos. Seu filho mais velho, Julinho, é seu esteio e conforto, mas também é um pamonha que abre mão de oportunidades merecidas e incríveis em prol de irmãos que não merecem. A personagem mais detestável é Alfredo, o filho mimado, de quem não gostei nem um pouco, mas tenho que admitir que, apesar do que há de redentor em cada uma das criaturas retratadas, não gostei de nenhuma. Fiquei com tanta agonia da tristeza que a família passava – e boa parte porque as próprias personagens faziam escolhas burras – que detestei todos. O livro é muito bom, mas as personagens são enervantes, o que é uma combinação estranha. Recomendo, porque acho que cada um deve tirar suas conclusões sobre essa história tão esquisita.

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


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