Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola (I Know Why the Caged Bird Sings) – Maya Angelou

Oi! Mais uma semana que começa, novos desafios para enfrentar. Ando com um humor estranho, tendendo pra uns acessos de melancolia, então escolhi falar de um livro que eu li pra faculdade no início do ano (oh, que grandissíssima novidade) e que não é a coisa mais feliz que já li – mas é uma das mais bonitas, certamente. Hoje é dia de “I Know Why the Caged Bird Sings” (e já sabem, né? O título vai em inglês porque eu li no original).

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“Neste primeiro de cinco volumes de sua autobiografia, a poeta Maya Angelou relata uma juventude cheia de decepções, frustrações, tragédias e independência, duramente conquistada. Enviada ainda muito jovem para viver com sua avó em Arkansas, Angelou aprende muito com esta mulher excepcional e a comunidade negra extremamente unida que as cerca. Estas mesmas lições a ajudam a superar as dificuldades que sofreu mais tarde na vida, incluindo uma tragédia enquanto visitava sua mãe em St. Louis, e os anos de formação que passou na Califórnia – onde uma gravidez indesejada mudou sua vida para sempre.”

Quando comecei a ler o livro, nem me toquei que era uma autobiografia. Fui me perdendo na narrativa, ouvindo o audio-book narrado pela própria autora (foi o único que eu realmente gostei de ouvir, mas vou fazer um post e falar sobre isso, prometo), e me apaixonando mais e mais pelo jeito como ela envolve o leitor. É uma história recheada de tragédias e tristezas, mas também com muitos momentos bonitos e alegres, e tomou meu coração!

A narrativa dela é fácil de entender: começando da infância e chegando até um ponto em que é adolescente-jovem adulta, Maya vai dando um panorama da vida em sua época, da discriminação sofrida pela cor da pele, das brincadeiras de criança e comidas preferidas e da educação rígida mas amorosa recebida pela avó. Mudando de casa, morando hora com uma pessoa, hora com outra, a infância conturbada de Maya e do irmão Bailey é bonita, tocante e com toques de tristeza (e de tragédia). É um livro fácil de ler mas difícil de digerir.

As personagens são muito boas, e as minhas preferidas são a própria Maya e sua avó, que ela chama de Momma, uma mulher muito forte e corajosa, que foi, para mim, a pedra que firmou Maya e a ajudou a crescer sendo quem é. Se vocês não estão entendendo minhas referências e dicas sobre a pessoa impressionante que foi Maya Angelou (ela faleceu aos 86 anos em 28 de maio), sugiro que procurem no google um pouquinho sobre ela: vão descobrir uma pessoa incrível, com uma história impressionante, e esse livro reflete exatamente isso! É o primeiro volume da autobiografia dela, então ainda pretendo ler os outros livros, mas este daqui é uma história por si só: dá pra ler e parar, sem precisar ler o restante, se não quiser. Nem preciso dizer que recomendo, né? Acho que ficou meio óbvio…

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


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