A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory) – Road Dahl

Oi! Faz frio e chove em Brasília hoje e já que São Pedro ouviu minhas preces, comemoro com uma resenha que tem tudo a ver com esse tempo. Não sei vocês, mas adoro me enfiar debaixo das cobertas e tomar uma xícara de chá/café/chocolate quente enquanto leio meus livros preferidos (é, eu releio livros. Nem me perguntem quantas vezes eu reli alguns deles…). No clima de frio, chuva e doces, vamos de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

Muita gente conhece a história dos filmes, e o livro não é muito diferente: nele conhecemos Charlie Bucket, um menino muito pobre, mas inteligente e bom, que vive com sua família – pai, mãe e os quatro avós – em uma casa pequena e caindo aos pedaços. Ele adora chocolate – que só ganha uma vez no ano, em seu aniversário – e gosta de ouvir as histórias de seu avô Joe sobre a enorme fábrica de chocolate que fica na cidade onde vivem. Pertencente ao senhor Willy Wonka, ela ficou fechada por anos depois que espiões de outras fábricas roubaram muitos dos segredos dos fantásticos doces de Wonka. Depois de reaberta, o grande mistério que a ronda é quem trabalha ali, já que ninguém é visto entrando ou saindo dela. É quando sai no jornal o anúncio que Wonka escondeu cinco bilhetes dourados em cinco barras de chocolate, e que a criança que encontrar o bilhete poderá visitar a fábrica e ganhará um prêmio fantástico.

Bom, a história é bem gracinha, e a narração de Dahl é simples e cheia de magia própria. Como os inventos de Wonka são impossíveis, assim como os adoráveis Oompa Loompas, a mitologia do livro é bem fantástica, e é fácil se inserir na história. Achei a narrativa bem tipicamente britânica, e se algum de vocês já leu um tantinho dessa literatura, especialmente livros infantis, vai entender do que estou falando…

As personagens são bem estereotipadas, característica típica de livros infantis, e aqui temos uma inversão interessante, que causou muito polêmica à época do lançamento: os vilões não são adultos, que tentam estragar ou maltratar as crianças; também não são monstros que elas precisam combater; os vilões são as próprias crianças, que apresentam características bem “de gente grande” quando se trata de competir. Apesar de ser um tanto chocante ver como as crianças do livro são nojentas e más, eu prefiro os mini-vilões do que Charlie, o protagonista bonzinho. É que ele é chatinho, aí acabei por preferir os outros.

De um modo geral, a história é muito boa, um clássico que toda criança vai gostar de ler. Alguns adultos podem pegar implicância do livro, mas os pequenos devem se encantar com o universo fantástico e doce criado por Dahl. Antes que me esqueça: o livro teve uma continuação, “Charlie and the Great Glass Elevator”, mas se você não quiser lê-la não tem problema: “A Fantástica Fábrica de Chocolate” termina a história de forma satisfatória (e, devo confessar, o enredo do segundo livro me parece bem chatinho, não me chamou a atenção…).

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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