Garota, Interrompida (Girl, Interrupted) – Susanna Kaysen

Oi! Não teve resenha na segunda porque era feriado, e eu estava aproveitando pra descansar. Hoje voltei ao trabalho e à vida normal, então aqui estou com a resenha do dia. Escolhi um livro complexo, de emoções e personagens complicadas, que casa bem com meu atual estado de nervos: ando agoniada com a proximidade do meu aniversário, o que parece ter virado tendência nos últimos anos, então acho que o livro vai servir bem. É dia de “Garota, Interrompida”.

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“Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Keysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era logo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é sanidade? Garotas interrompidas.”

Peguei esse livro pra ler por vários motivos: o primeiro é que eu queria ver o filme há anos, mas tinha preguiça de começar (é, tenho dessas coisas), e achei melhor ler o livro antes; o segundo é que ele faz parte do desafio da Rory, o que era um incentivo; o terceiro, e mais importante, é que simplesmente me deu vontade um dia. Acordei e resolvi que queria ler o livro, fui atrás dele e o li. Cá estou, agora, pra contar o que achei dele.

A história contada no livro é a história da própria autora, o que significa que não dá pra saber até que ponto estamos lendo um relato real e até que ponto tudo está sendo romanceado. O que eu sei com certeza é que não é uma história fácil de ler. Não por causa da narrativa, que é tranquila, mas por causa do assunto, que pode ser pesado e bem triste, a depender do estado de espírito em que se está. No meu caso foi tranquilo porque quando eu li o livro estava super bem e a única coisa que não consegui parar de pensar foi que boa parte da “doença” de Susanna nada mais era do que uma fase de sua vida. Não sou psicóloga, mas pelo que a própria autora fala no final do livro (e não, isto não é um spoiler) a condição dela já mudou de nome várias vezes, e acho que nem se classifica mais como doença ou como distúrbio do tipo incurável. Me parece mais que, como não sabiam lidar com o fato de que ela não se adaptava à sociedade, resolveram trancá-la. Acho que isso ainda deve acontecer bastante, na realidade, mas talvez seja um assunto muito profundo para que uma leiga como eu discuta assim tão livremente, então só vou dizer que, todas as características acima mencionadas somadas às personagens, que são muito boas, formaram um livro ótimo, mas não tão cheio de ação como o filme faz parecer que é. Leiam e vejam e vão me entender – e voltem pra contar se concordam! Recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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