Gelato a Mezzanotte – Laura Tangorra

Oi! A manhã mal começou e já estou lidando com vários problemas que precisam ser resolvidos. Alguns dias são tão conturbados que eu me pergunto como é que não percebi que eles viriam, considerando-se a calmaria dos dias que vieram antes! De todo modo, hoje escolhi resenhar um livro que tem uma história um tanto estranha na minha vida. É dia de “Gelato a Mezzanotte”, que infelizmente ainda não foi traduzido para o português!

gelato a mezzanotte

“Barbara tem duas filhas adolescentes: a impulsiva e amigável Tati, de 15 anos, e Mara, uma animada e generosa menina de 12. Lutando com um amor improvável, Tati sabe que pode contar com a ajuda da amiga, Daniela – sempre pronta para confortá-la e ajudá-la, sem deixar de expressar uma afetuosa discordância, quando apropriado. O mesmo não pode ser dito de Barbara que, precisamente durante a sua adolescência, por causa de uma amizade errada, criou uma culpa que carrega até hoje: ser cúmplice dessa amiga num ato infame contra uma professora. É Mara quem, sem saber, dá à mãe a chance de liberar sua alma daquele peso. Só então quando for capaz de pedir desculpas a sua antiga professora e, sobretudo, de perdoar a si mesma, Barbara vai finalmente abandonar um velho rancor e se reconciliar com seu pai, reencontrando assim o sorriso, porque “o perdão é um pouco como tirar um sapato muito apertado, você já tentou fazê-lo? “.”

Desde que eu comecei a estudar italiano queria ler um livro inteiro nessa língua maravilhosa, que fui aos poucos desvendando. Fui passear na minha livraria preferida aqui em Brasília, e vi este livro na estante de italiano. Li a descrição, que entendi quase toda, alegria alegria!, e resolvi que leria aquele livro assim que pudesse. O tempo passou, me formei, viajei para a Itália, li outros livros em italiano, e nada deste daqui. E ele continuava lá, morando na mesma estante, esperando por mim. Sei que é o mesmo porque ele tem marcações que denunciavam o fato de que ele ficou mais de dois anos sem ser levado embora, até que um dia, pouco antes do carnaval deste ano, eu resolvi que a hora era mais que chegada de eu e essa história nos conhecermos. Comprei o livro, li e cá estou pra falar dele.

A narrativa em si é simples e tranquila de entender. Adorei ver o uso de informalidade e de linguagem “internética” no texto, porque não é algo com que eu tenha tanto contato assim, então é sempre bom conhecer e praticar. A história tem lições embutidas, e me deu a sensação de que sempre vou encontrar isso na literatura italiana: até agora achava que era porque eu só andava lendo os clássicos, mas aparentemente qualquer texto cabe uma reflexão que te ajuda a crescer – aguardemos pra ver se é isso mesmo. As personagens são boas, muito reais e humanas, passando cada uma pela sua guerra pessoal, e eu acabei por gostar mesmo foi de Daniela, a amiga da Tati. Achei que ela é boazinha e sensata. Aliás eu gostei de todas as personagens do livro, e achei que há uma força feminina muito grande nele: são mulheres de verdade, lutando as batalhas do dia a dia e enfrentando questões que são comuns à qualquer mulher-menina-moça passando pela adolescência. Há uma doçura (e uma profundidade) inesperada nesse livro, e eu o recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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