A Guardiã da Minha Irmã (My Sister’s Keeper) – Jodi Picoult

Oi! Não sei a de vocês, mas minha semana até aqui tem sido movimentada, e eu finalmente consegui colocar algumas coisas em ordem para ter um ano mais tranquilo. Como não sabia o que resenhar, escolhi um livro que li no fim do ano passado, que virou filme e que me emocionou muito. Hoje é dia de conhecer mais um livro de Jodi Picoult.

“Concebida por meio de uma fertilização in vitro, Anna foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética praticamente perfeita para a sua irmã mais velha, Kate, que sofre de leucemia promielocítica aguda e que precisa de constantes transplantes para lutar contra sua doença. Aos 15 anos, Kate passa a sofrer de insuficiência renal, e sua única chance de sobreviver para continuar a se tratar é recebendo um rim novo. Anna sabe que se doar seu rim, terá uma vida limitada, e sabe também que não tem escolha no assunto: ninguém nunca perguntou o que ela queria, e ninguém vai perguntar, de novo. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito sobre seu próprio corpo.”

Eu li esse livro porque tinha visto um pedacinho do filme na casa do meu pai e a história me chamou a atenção. Quando pesquisei sobre a adaptação, descobri que o final tinha sido mudado, e resolvi que precisava conhecer o original. Procurei o livro, li e passei semanas com ele me voltando à mente. A história é muito emocionante e muito difícil, afinal, Anna é apenas uma menina, tem 13 anos, e, no entanto, tem que lidar com o desapontamento da mãe, Sara, que é muito superprotetora com Kate. O embate das duas dura a história toda, e a decisão de Anna de processar os pais acaba por colocar ainda mais tensão em uma família já desgastada.

A narrativa da Picoult é clara e emotiva, e é quase impossível não chorar com o que vamos descobrindo sobre cada uma das personagens. A história é narrada por diferentes personagens, e eles se alternam entre narrar pedaços do presente e do passado, e assim acabamos por conhecer os Fitzgerald bastante bem, e simpatizar – ou não – com cada um deles. Um ponto forte dessa autora são as personagens bem construídas e muito humanas, que dão veracidade à história.

Falando em personagens, Anna, seu advogado, Campbell, e seu irmão, Jesse, foram minhas personagens preferidas. Jesse tem um coração muito doce apesar de ser o bad boy da casa e viver se metendo em encrencas, e provavelmente foi meu favorito acima dos outros. Não consegui gostar de Sara, a mãe das meninas. Todas as vezes que a história era narrada por ela podia-se perceber que Kate era o foco e centro de sua vida, e, assim, seus dois outros filhos ficavam abandonados e negligenciados. Detesto ver pais que demonstram preferências dessa forma, e às vezes me dava vontade de esganar a mulher, ainda que fosse uma personagem de um livro de ficção.

O livro é muito bom, mas também é muito dolorido e triste, então só recomendo pra quem tem mesmo estômago pra tanto choro reunido.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!

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