Hamlet (The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark) – William Shakespeare

“To be, or not to be: that is the question”

William Shakespeare – Hamlet

Oi! Queria resenhar algo forte e significativo hoje, e como na minha última resenha de uma obra de Shakespeare eu mencionei que prefiro suas tragédias, escolhi “Hamlet” para ser a de hoje.

“Hamlet” conta a história do príncipe homônimo que descobre que seu pai, o Rei Hamlet, não morreu de causas naturais, mas sim envenenado pelo próprio irmão, Cláudio, que assumiu o trono da Dinamarca e casou-se com a rainha viúva, Gertrudes. Como a revelação da culpa de seu tio-padrasto foi feita pelo fantasma do pai, o príncipe Hamlet fica em dúvida sobre a veracidade da informação, e fazendo-se de louco tenta investigar a suposta culpa do novo rei. Sua loucura fingida, no entanto, começa a afetar todo o reino, já desestabilizado pela guerra com a Noruega, e sua amada Ofélia, que não precisa fingir o próprio desespero diante da mudança de comportamento do príncipe.

A primeira vez que li essa peça foi por vontade própria e sem nenhum motivo em particular – a melhor forma de ler qualquer coisa, né? – e depois a reli para uma matéria na faculdade. Sou fascinada pela história e por como Shakespeare conseguiu deixar uma história que é tão simples na superfície, tão complexa e intrincada.

A narrativa é, como outras peças de Shakespeare, uma mistura organizada de verso e prosa, e quem lê no original, sem nenhum tipo de atualização ou adaptação, pode estranhar um pouco até se acostumar; não dá pra dizer que é uma narrativa fluida no geral porque depende muito do leitor e de qual versão ele escolheu ler. A primeira versão que li foi bem tranquila, era uma tradução, escrita em forma de peça e toda em prosa. Como eu era novinha, devia ter uns 13 anos, foi uma boa escolha. Da segunda vez, mesmo eu tendo de 19 para 20 anos, foi bem mais laboriosa, já que li no original, ou seja: inglês dos séculos XVI/XVII, em verso e em prosa, e sem nenhum tipo de corte. A versão a ser lida é bem importante para definir qual vai ser a facilidade ou dificuldade que o leitor terá, mas a peça em si é fácil de entender e muito inteligente.

Sobre as personagens: devo dizer que gosto de Hamlet, mas ao mesmo tempo ele me dá nos nervos. Não consigo gostar de sua – nem tão – discreta misoginia, além de ficar muito ansiosa quando suas cenas com Ofélia se aproximam. A moça claramente não é muito normal, mas ele nem parece reparar e acaba por deixá-la muito desorientada com suas ações. Ofélia é, aliás, minha personagem feminina preferida – até porque não há muitas, e a rainha não me agradou.

A peça é muito boa, mas pode ser que não agrade a todos com seu tema de vingança. Eu gostei muito, e assim que estiver menos atolada, quero relê-la (de novo!). Bem recomendada!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!


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