Hidden, girls night out e uma mãe descansada

Oi! Sabe quando você acorda precisando respirar novos ares, sair um pouco e espairecer? Eu andava com essa vontade já há meses, mas com um filho pequeno cada saída tem que ser tão bem organizada que, por uma combinação de fatores, não conseguia realizar. Até que no sábado dia 14 de julho fui com duas amigas sensacionais conhecer o Hidden, projeto super legal que rola em Brasília já há um tempo. Conhecia a proposta mas não tinha ido porque eu praticamente não saio mais. Juntou um mini surto de eu-não-aguento-mais-só-sair-com-a-cria-no-colo com a minha vontade de ver minhas amigas e pronto, combinamos uma noite só das meninas – e o Leo ficou em casa com o papai.

O Hidden é um projeto que já acontece há uns anos em Brasília, com a proposta de ocupar espaços que estão abandonados. Esse ano ele foi instalado no antigo bicicletário do Parque da Cidade – um bicicletário que eu lembro de frequentar quando criança – e parece uma sala de estar aconchegante: muitas mesas de café cercadas de poltronas e sofás confortáveis, uma lojinha de roupas e um mini mercado, que é o ponto chave do lugar: você escolhe suas bebidas, queijos, vinhos, salames, pães, leva ao caixa e paga. Recebe uma senha pra buscar sua tábua montada com os produtos que você escolheu devidamente cortados e, enquanto espera essa senha ser chamada, já vai aproveitando sua bebida. Se não quiser comer, tudo bem, sem pressão. Quer algo mais substancioso? Sempre tem um(a) chef diferente oferecendo pelo menos dois pratos. Às vezes rolam uns shows – como no dia em que eu fui – e você pode ir aproveitando com os amigos – no meu caso, as amigas!

Pra quem estava já enlouquecida pra sair de casa um pouco, foi maravilhoso. O ambiente aconchegante, a noite fria, a companhia das minhas amigas e bons queijos e vinhos não podiam mesmo decepcionar. Como o espaço está bem na moda e lota cedo, combinamos, também nós três, de chegarmos cedo, o que culminou num encontro de início de noite que terminou quando a banda começou a tocar e conversar ficou mais difícil. Foi incrível sair de salto, sem me preocupar se minha roupa servia pra amamentar, com um colar que eu não posso usar com o Leo no colo e só conversar sobre várias coisas – que quase não incluíram maternidade. Me fez lembrar da promessa que eu fiz a mim mesma antes do Leo nascer, que continuaria sendo eu, que respeitaria meu próprio espaço. Demorou um pouco, mas acho que estou começando a pegar o jeito de balancear esse desejo com minha dedicação ao meu filhote – espero continuar nesse caminho!

Minhas impressões finais sobre o lugar: o preço é alto. É caro e você pode fazer o mesmo programa na sua casa, pagando bem menos – mas é sua casa, você limpa a bagunça depois e não está trocando de ambiente, que era o que eu precisava. Como a proposta é de ocupar espaços inutilizados, acaba sendo inevitável que tais espaços não estejam, necessariamente, preparados acusticamente para receber bandas, ou seja: quando a música começou, resolvemos ir embora, porque mal dava pra conversar. O estacionamento, no entanto, foi muito bem pensado: um segurança contratado para cuidar dos carros e clientes do Hidden ficava sempre atento, e um carrinho fazia o serviço de shuffle do estacionamento até o bar – e vice versa -, já que são um bocadinho distantes para andar a pé no escuro. No todo, uma experiência agradável e divertida, que eu não trocaria por nada, não pelo lugar, necessariamente, mas pelas companhias! Ivy e Aline, nem tenho palavras pra agradecer, só uma pergunta mesmo: qual vai ser a próxima noite das meninas?

Para saber mais sobre o Hidden, clique aqui e aqui!

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