Hilda Furacão – Roberto Drummond

Oi! Sei que semana passada deveríamos ter tido três resenhas, mas na sexta feira eu tive alguns problemas de tempo e quando ia dar pra fazer a resenha já era de noite. Resolvi, então, passar pra essa semana, então teremos resenhas hoje, quarta e sexta-feira. Para hoje escolhi falar de um livro que originou uma minissérie famosa e homônima: “Hilda Furacão”.

“Hilda Furacão passa-se na Belo Horizonte mitológica e sensual do início dos anos 60. Hilda, a Garota do Maiô Dourado, enfeitiçava os homens na beira da piscina em um dos mais tradicionais clubes da cidade, o Minas Tênis. Desprezava todos os pedidos milionários de casamento e por algum motivo secreto muda-se para o quarto 304 do Maravilhoso Hotel, na zona boêmia da cidade. Transformada em Hilda Furacão, a musa erótica tira o sono da cidade. Sua vida de fada sexual cruza-se com os sonhos de três rapazes vindos de Santana dos Ferros: Malthus, que queria ser santo, mas se tornaria frade dominicano, líder político e escritor. Outro, Aramel, o Belo, queria ser ator em Hollywood – torna-se Dom Juan de aluguel. O terceiro, aquele que queria ter sua Sierra Maestra, é o próprio Roberto, narrador da história. Hilda Furacão é o desafio que o santo tem que enfrentar.”

Pra começar é bom esclarecer que eu nunca assisti à minissérie que se baseou no livro, mas eu ouvia tanto as pessoas à minha volta comentando sobre a personagem, usando seu nome como apelido para outras pessoas e tudo mais, que acabei por ficar curiosa. Fui atrás do livro e conheci a tão falada Hilda.

Acho melhor começar falando das personagens: é claro que Hilda tem seu fascínio, mas a verdade é que achei que ela apareceu pouco. Todos na cidade falam sobre ela o tempo inteiro, ela povoa a mente das outras personagens, mas aparecer mesmo, estar ali na cena sem ser fruto da imaginação de alguém, isso aconteceu pouco; foi por causa disso que, apesar de ser uma personagem intrigante e curiosa, e de eu ter gostado dela, não foi minha preferida. Aliás, não acho que tenha tido um preferido nessa história. Gosto de Roberto, o narrador, mas ao mesmo tempo acho que ele é muito ingênuo para algumas coisas. Malthus é chato de doer e Aramel é uma piada, então acabei por não ser fã de ninguém.

A narração da história é seu ponto forte: é bem envolvente, mostra a sociedade de Belo Horizonte às vésperas do golpe militar de 64 e cheias de moralismos, tentando acabar com a zona boêmia da cidade – onde vive Hilda. A guerra entre os beatos da cidade e aqueles que querem a permanência da Zona é uma parte interessante, que realmente chamou minha atenção. Os conflitos morais e religiosos de Malthus não, e olha que achei que seriam um ponto alto. No geral o livro é bem escrito, gostei bastante, mas achei o final decepcionante. Não vou contar o motivo, logicamente, então recomendo que leiam o livro para descobrir: mesmo não tendo sido meu preferido nem nada, ainda é muito bom, vale a leitura!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!


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