Ídolo Teen (Teen Idol) – Meg Cabot

Oi! Desde que eu comecei o blog e meus gostos literários ficaram mais visíveis pras pessoas que me conhecem eu passei a receber vários comentários sobre ele. Sobre como eu leio tanta coisa diferente, tantos gêneros que nem sempre conversam entre si, e, especialmente, sobre como eu não leio coisas pra “gente normal”. É, eu sei, meio esquisito – e ligeiramente absurdo -, mas é verdade, eu escuto muita coisa estranha. Hoje quando estava escolhendo o que resenhar, me deparei com esse livro, que eu li muitos anos atrás e de que até que gostei – e que é de “gente normal”! É dia de “Ídolo Teen”!

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“Jenny Greenley, estudante do ensino médio, é boa em solucionar problemas… tão boa que se tornou a conselheira anônima do jornal da escola. Ainda que resolver os problemas dos outros não faça os seus desaparecerem – como o de não ter namorado -, é uma tarefa muito divertida. Mas quando o jovem Luke Striker, ídolo das telas, vai à cidadezinha de Jen fazer “laboratório” para um personagem, cria um tumulto que nem mesmo a sensata Jenny sabe se pode consertar… Principalmente porque está mais do que envolvida na história. Será que Jen, a confidente de todas as horas, que sempre consegue ajudar todo mundo, vai aprender a seguir o próprio conselho e finalmente encontrará o verdadeiro amor?”

Bom, esse livro foi um presente de alguém (minha mamma ou meu pai, não lembro), quando eu tinha 17 anos (preciso parar de contar a idade que eu tinha quando resenho esses livros!), e eu estava numa fase de ler basicamente qualquer coisa bobinha que fosse me deixar feliz, porque me ajudava a lidar com a pressão de terminar o Ensino Médio e passar no vestibular. Eu adoro Meg e acho que ela escreveu uns livros bem legais, muitos já resenhados aqui no blog, mas este daqui não é dos mais complexos ou melhores, infelizmente!

Bom, a história segue a mesma linha narrativa da maioria das histórias da Meg: garota encontra garoto, resolve um monte de problemas pra se encontrar, e aí fica com o garoto no final. Só que aqui a garota é meio ceguinha, já que Jen, a protagonista, é conselheira anônima do jornal da escola e parece incapaz de aplicar o que ensina aos outros em si mesma. Tudo bem, em certo nível todos somos assim, mas no caso dela era meio chatinho, porque as respostas eram mais óbvias do que o normal.

Talvez eu não tenha simpatizado tanto com o livro porque as personagens, ainda que fofinhas e legais, não são tão bacanas quanto as que a Meg geralmente cria. Acho que esse é o problema de “autores-seriais”: aqueles que escrevem um livro atrás do outro, sem parar, sempre dentro da forminha. Não me entendam mal! Eu já disse várias vezes que adoro as forminhas, já que elas ajudam a escolher alguns livros de forma mais rápida e mais apropriados pro momento, mas é que às vezes a qualidade sofre um pouco em detrimento da quantidade. Pena, pois este livro de hoje mesmo, seria um que poderia ter sido melhor com um pouquinho mais de esforço. Talvez eu simpatizasse mais com Jen, e não com o artista-antipático-porém-perceptivo Luke, que acabou por ser mais sensato que a moça. Talvez eu tivesse torcido pelo romance dela com mais gosto, ao invés de só pensar “ah, ok, deu certo. Fim.”. São muitos “talvezes”, e este livro aqui ficou no mais ou menos, mas eu recomendo pra quem quer incentivar pré-adolescentes a lerem, porque dá uma ajudinha a tomar gosto pela coisa.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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