A Letra Escarlate (The Scarlet Letter) – Nathaniel Hawthorne

Oi! Nem sempre eu decido no dia o que vou resenhar aqui no blog; às vezes monto um calendário com as resenhas previstas, e ele pode mudar de acordo com o meu humor. Como hoje não estou particularmente exacerbada em nenhuma emoção particular, resolvi seguir o calendário e resenhar “A Letra Escarlate”.

“A Letra Escarlate” conta a história de Herter Prynne, uma jovem que vive na cidade de Boston (♥) no século XVII. Hester é casada, mas seu marido está na guerra, e quando a história começa ela já está sendo punida por seu crime: ela gerou uma criança, fruto de adultério, na ausência do marido. A punição contra o adultério era a morte, mas Hester consegue uma pena mais leve: deve levar bordada em sua roupa a letra “A”, marcando-a para sempre pelo que fez. Sem revelar quem é o pai de sua filha, Pearl, ela passa a viver uma vida de expiação, tentando se limpar da mácula que todos acreditam haver dentro dela, e ensinar bem a filha, mas sua paz está constantemente ameaçada pela presença de seu marido – que voltou da guerra sob um novo nome, revelando-se apenas para sua mulher e deixando que o mundo acredite que ela é agora viúva; ele sabe quem é o pai de Pearl, e quer fazer justiça, para que o homem que ajudou sua mulher a pecar seja punido assim como ela.

Esse livro me chamou a atenção desde o título, e quando eu li a sinopse fiquei simplesmente desesperada para começar a ler. Devorei a história muito depressa, mesmo que o ritmo da narrativa não seja exatamente um incentivo para essas leituras vorazes, de tanto que gostei. Só demorei para resenhá-lo aqui (eu o li no início do ano) porque, como já disse várias vezes, gosto de deixar minhas emoções amainarem.

A narrativa é lenta, um tanto descritiva, e cheia de adjetivos, coisa que eu sei que incomoda muita gente, mas que eu gosto. A história é muito original e bem construída, um alívio depois de ver as prateleiras das livrarias e tantas coisas iguais (ando meio cansada do “mais do mesmo”). Além disso pode ser um tanto chocante para quem não é muito familiarizado com a história do período ver como eram as coisas em uma cidade puritana como Boston (todo o estado de Massachussetss, na verdade).

As personagens foram o que me encantaram mais nessa história. Hester, por exemplo, está sempre tentando expiar a própria culpa, mesmo que, no fundo, não acredite ter culpa alguma; Pearl é sempre descrita como “elvish-like” (não sei como essa expressão foi traduzida, mas seria algo como “com jeito de fada”, o que não é um elogio, já que fadas são criaturas mitológicas e, no contexto, consideradas demoníacas); o Reverendo Dimmesdale é um homem atormentado que, quando mais tenta mostrar os próprios erros, mais é adorado pelos fiéis; Roger Chillingworth é uma personagem complexa, que ao invés de se sentir traído, vê a situação como sendo parcialmente sua culpa, devido a seus erros do passado, procurando uma expiação para a (ex)esposa para que ela não sofra mais.

O livro foi uma ciranda de sentimentos e julgamentos tão grande que não pude deixar de gostar! A força de Hester e como ela mesma se vê são tão impressionantes que ela não poderia deixar de ser minha personagem preferida, junto, incrivelmente, com Chillingworth. Uma história para ler e se impressionar, mais do que recomendada!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


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