The Machine Stops – E. M. Forster

Oi! Desculpem a demora pra sair a resenha de hoje, mas tive reunião pela manhã, e aí ela teve que ser escrita no pequeno intervalo que eu tive antes do meu turno. Hoje é dia de uma história que eu li para a faculdade no início do ano, e de que gostei muito. Pra quem gosta de distopias, mas sem os mimimis românticos, esta é uma das boas. Hoje é dia de “The Machine Stops” (em tradução livre, “A máquina para”).

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“The Machine Stops” é uma distopia, e por isso a história se passa em um futuro indeterminado em que a humanidade evoluiu de tal forma que criou uma Máquina (Machine) que cuida de todas as necessidades humanas, e todos vivem dentro dela, no subterrâneo. A Máquina alimenta, veste e trata dos seres humanos, decidindo quando e quantos filhos terão, com quem, onde viverão, o que comerão e quando morrerão. Vashti é uma das pessoas que vivem felizes e confortáveis dentro do sistema, até o dia em que seu filho, Kuno, menciona que quer deixar a Máquina, e que a mãe está desenvolvendo uma adoração quase religiosa pelo objeto que controla todas as vidas na terra; religiões não existem para a Máquina, e Vashti se revolta com a ideia de adorar qualquer coisa, negando que seja assim – até que Kuno começa a abrir seus olhos para a realidade em volta.

Eu li esta história para uma das minhas matérias de literatura inglesa, e, ainda que já tivesse ouvido falar de outros trabalhos deste autor, nunca tinha lido nenhuma de suas obras, e não sabia da existência desta. Como adoro distopias, fiquei empolgada logo de início, e uma das minhas amigas que já tinha feito a matéria – e que nem tem o mesmo amor que eu pela literatura – me disse que a história era ótima, então fiquei ainda mais curiosa.

Como uma boa distopia, a história oferece uma crítica sobre nossos modos hoje, mas também projeta uma descrição crítica de como seria nosso futuro se continuássemos a viver da forma como fazemos agora. Vashti é o próprio retrato do ser humano conformado e que não liga muito para o futuro que o mundo terá, enquanto seu filho, Kuno, é uma ótima representação das gerações questionadoras, que querem ver além do que está à frente de seu nariz. Os dois têm conflitos de opiniões e o modo como lidam com isso, considerando-se todas as mudanças pelas quais o mundo passou – inclusive o fato de que cada pessoa vive em uma cela individual, só falando com outras pessoas através de telas (parece familiar?) – é muito interessante.

Aliás as personagens e a história trabalham de forma orgânica, e o conjunto final é uma obra instigante e ligeiramente enervante, ainda que não seja cheia de cenas de ação nem de guerras ou conflitos cheios de explosões: sei que muitas das distopias de hoje nos deixam com a sensação de estar no cinema, vendo efeitos especiais à rodo, mas não é isso que se vê aqui, e o resultado é simplesmente fantástico. A Máquina foi minha personagem preferida, pelo simples fato de ser uma espécie de plano de fundo aterrorizante e dar todo o tom à história, mas não posso contar mais que isso sem entregar demais. Claro que recomendo a história, e com gosto!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!


3 thoughts on “The Machine Stops – E. M. Forster

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