Marina (Marina) – Carlos Ruiz Zafón

“A veces dudo de mi memoria y me pregunto si únicamente seré capaz de recordar lo que nunca sucedió.

Marina, te llevaste todas las respuestas contigo.”

Carlos Ruiz Zafón – Marina

Oi! O livro que vou resenhar hoje é praticamente um atestado de egocentrismo. Uma curiosidade a meu respeito: adoro meu nome. O significado dele, as características a ele atribuídas, o som… eu sei que isso provavelmente é meio doido, mas adoro quando estou lendo um livro e uma Marina aparece, meu coração até dá um salto! Adoro ver as milhões de Marinas que podem existir por aí, e adoro quando são personagens de livros. Por mais incrível que pareça, no entanto, esse não foi o motivo para eu escolher ler esse livro (pelo menos não o motivo principal). Eu já tinha lido “A Sombra do Vento”, também do Zafón, e tinha adorado, então, resolvi que esse seria o próximo. Na época ele ainda não tinha sido traduzido, então eu li em espanhol mesmo, tamanha a agonia pra conhecer a história que já era famosa fora do Brasil.

Em “Marina” conhecemos Óscar Drai; ele é o narrador, e conta a maior história que aconteceu em sua vida, quando era um jovem de 15 anos. Óscar vivia em um internato e gostava de andar pelas ruas de Barcelona e se encantar pela arquitetura dos casarões da cidade, muitos deles abandonados. Um dia, um desses casarões fascina tanto ao rapaz que ele entra. Lá dentro, uma voz belíssima e um relógio de bolso quebrado e muito antigo chamam sua atenção, mas algo ou alguém aparece na sala de estar e o assusta. Quando retorna à casa para devolver o relógio, que levou por acidente e que tem atormentado sua conciência como sendo o produto de um roubo, conhece Marina, uma jovem de olhos cinzentos que vive na casa com seu pai, Germán e o gato Kafka. Ela o leva a um cemitério, onde uma mulher vestida em um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora, despertando a curiosidade dos dois jovens. A partir daí os dois entram em uma aventura macabra pelas ruas da cidade, procurando a resposta para o mistério da mulher vestida de negro, enquanto Óscar tem que descobrir o mistério que cerca Marina, por quem ele se vê mais e mais apaixonado.

O livro, apesar de não parecer (nem pela sinopse, nem pelo clima da história), é um livro infantil, ou pelo menos era isso que o Zafón queria que ele fosse. As personagens principais, Óscar e Marina me tomaram o coração, e o pai dela, Germán, entrou na lista de personagens mais corajosos que eu acompanhei. Não posso falar das personagens secundárias sem dar spoilers da história, mas posso dizer que gostei muito de todas: são sombrias, bem construídas e até bem realistas, apesar do clima meio sobrenatural em que suas histórias individuais se encontram. Adorei o livro, de verdade, e recomendo. Mas ele é meio lúgubre, então, pra quem procura algo bem animado pra ler, passe longe desse aqui. Deixe pra quando estiver preparado pra mistérios e um amor ingênuo e doce.

Sobre a Marina do livro? É tudo aquilo que queríamos ser em situações como as que ela vive: corajosa e compassiva, mesmo que tenha ataques de raiva, de vez em quando. Uma personagem muito humana, de que gostei bastante (e nem só por dividirmos o nome).

Minha cópia do livro.

Minha cópia do livro. Para ampliar, clique na imagem.

Espero que tenham gostado! Até a próxima e boa semana!


8 thoughts on “Marina (Marina) – Carlos Ruiz Zafón

  1. Oi Nina,
    Tomei um susto quando vi a imagem do seu livro. Ainda não tinha lido a sua explicação e na hora pensei: Ué, meu exemplar não tem essa capa e é da Suma de Letras e não da Planeta! hehehe
    Adoro os livros do Zafón e ainda tenho que ler esse.
    Beijos
    Camis

  2. muito bom gosto o seu hehehe eu sou apaixonada por esse livro e pelo Zafón *-* bom, minha capa é a brasileira e fiz uma observaçao, ao lado de Marina, parece nao ter nada mas tem uma coluna de algo que parece névoa (o que me fez pensar no principe da nevoa kkk) e ela segura uma mao, como se tivesse andando com alguém nao revelado… sabe alguma explicaçao logica pra isso? pensei em qnd ela disse que as coisas q a gente mais lembra sao as q nao aconteceram parece ter ligaçao nao sei, mas morro de curiosidade…

    • Oi Roberta! Ainda não li “O Príncipe da Névoa”, então não sei se tem uma relação, mas quando eu ler o livro e resenhar por aqui eu comento sobre isso, prometo!

      Beijos!

  3. Ops, desculpe, esqueci os bons modos… oi kkkk okok, muito obrigada, espero que goste ><. Estou quase dando uma de Hazel Grace e indo atras do Zafón pra perguntar sobre isso kkkkkkk
    Beijos ^^

    • Ai, eu não te culparia, hein? Às vezes também quero perseguir os autores pra saber mais sobre as obras (pena que muitos já morreram, tipo o Stieg Larsson! =/)! Se você descobrir, me conta, tá? hihihi! Beijos!

  4. Pingback: Marina, Marina - Sulema Mendes - O Mundo da Marina

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