Marina, Marina – Sulema Mendes

Oi! A semana está passando num misto de arrastar e voo, e eu fico naquela contagem regressiva para o recesso de fim de ano e um pouco de descanso, ao mesmo tempo que não quero que ele chegue (detesto a época de provas que chega junto…). Como acordei meio esquisita, não me sentindo lá muito feliz, escolhi resenhar um livro que li na escola. Mais um livro que leva meu nome, hoje é dia de “Marina, Marina”.

Infelizmente essa é a imagem menos pior que eu consegui do livro! Como não é dos mais famosos, não existem imagens da capa por aí...

Infelizmente essa é a imagem menos pior que eu consegui do livro! Como não é dos mais famosos, não existem imagens da capa por aí…

“Marina vivia com o pai em um lugar solitário, no interior, mas agora cresceu e vai estudar no Rio de Janeiro, sem ele, na casa dos padrinhos, onde faz amizade com Potoca (a filha mais nova) e com o papagaio dela, mas não parece se dar bem com os dois filhos mais velhos, adolescentes da idade dela, mas populares, que se envergonham da prima. Ela precisa habituar-se com a vida no Rio de Janeiro, uma nova casa e novos amigos, além de enfrentar a discriminação dos colegas da escola e o primeiro amor por um rapaz encantador, que parece gostar dela logo de cara.”

Como eu já contei na resenha do livro do Zafón (aqui), eu adoro meu nome. Sempre gostei dos motivos para ele ter sido escolhido, do significado e da sonoridade, então sempre que vejo um livro com o meu nome (o que, devo admitir, não aconteceu muito), faço uma nota mental para lê-lo, e saber mais sobre as Marinas da literatura. Esse aqui foi o primeiro a atender os meus critérios doidos, e eu era bem novinha na época.

A narrativa é simples, bobinha até, já que é um livro para adolescentes, mas que, já em 1978, tratava de um tema que anda bem atual: bullying. Marina é discriminada pelos colegas por ser simples, não andar na moda e não ser descolada, até que uma situação inesperada faz com que ela ganhe o respeito de todos, e, depois de passar por um make-over digno de novela (o que não surpreende, já que, aparentemente, foi pra uma novela de TV que o livro foi adaptado), passe a ser querida por todos. Como o livro é pequeno, dá pra falar das personagens na mesma leva: são daquele tipo sem tanto desenvolvimento, e eu lembro de ter gostado mesmo foi de Potoca, que era bem engraçada! De resto, todas as personagens são bem simples, e nenhuma me chamou tanto a atenção, nem mesmo minha xará protagonista.

Quando eu era criança e li o livro, amei de todo o coração, mas hoje em dia não sei se poderia dizer a mesma coisa. Recomendo pelas lembranças que ficaram dele, e na esperança que alguém o encontre e ressuscite por aí!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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