Memória de Minhas Putas Tristes (Memoria de Mis Putas Tristes) – Gabriel García Marquéz

Oi! As semanas andam passando tão depressa – e mais e mais avaliações da faculdade se aproximando na mesma velocidade – que só meus livros pra me deixarem mais calma. Vocês também são assim, do tipo que procuram conforto na literatura? O livro de hoje talvez não seja o máximo do conforto, mas certamente é belíssimo. Foi o primeiro livro do García Marquéz que eu li, e fiquei com ele na memória. Hoje é dia de “Memória de Minhas Putas Tristes”.

“‘No ano que completei noventa anos, quis presentear-me com uma noite de amor louco com uma adolescente virgem’. E é assim, sem rodeios, que começa-se a conhecer a história deste velho jornalista que escolhe a luxúria para provar a si mesmo, e ao mundo, que está vivo. “Memória de Minhas Putas Tristes” desfia as lembranças de vida desse inesquecível e solitário personagem. O leitor irá acompanhar as aventuras sexuais deste senhor, narrador dessas memórias, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um jornal provinciano, dando aulas de gramática para alunos tão sem horizontes quanto ele, e, acima de tudo, perambulando de bordel em bordel, dormindo com mulheres descartáveis, até chegar, enfim, a esta inesperada e surpreendente história de amor.”

Li esse livro no último ano do Ensino Médio. Algumas pessoas na sala o estavam passando de mão em mão e lendo sem parecer entender muito bem o que ele queria contar, mas emocionando-se com a inevitável beleza da história. Era questão de tempo até o livro vir parar nas minhas mãos, e entrei para o grupo.

A história era bem diferente do que eu conhecia até ali, e achei o estilo da narrativa bem tranquilo de entender – lembro de ter ficado surpresa com isso, já que sendo García Marquéz já estava preparada para um livro difícil de compreender. Não foi o que aconteceu e terminei o livro na mesma manhã que comecei – e é por esse tipo de coisa que eu nunca aprendia química/matemática/física/biologia: passava as aulas lendo (isso sem contar meus acordos com os professores de Educação Física para ler em paz durante a hora do esforço físico que eu tanto evitava).

As personagens são incríveis. Gostei muito do idoso protagonista, que passa pelas transformações mais belas quando confrontado com um amor súbito e inesperado por Delgadina. Gostei muito, também, de Rosa Cabarcas, que ajuda a costurar a trama e que me chamou muito a atenção. Pesquisando sobre o autor, vi que essa figura da “alcoviteira” faz parte de suas obras de forma muito significativa.

O livro é muito bom e muito bonito. Sinto que fiz a coisa certa ao começar a ler García Marquéz por ele, já que é menor e dá uma noção preliminar de como é sua escrita, então acho que, pra quem quer começar, mas está com medo do desafio que é “Cem Anos de Solidão”, esse livro é uma boa escolha. Foi o primeiro – e, por enquanto, único – livro que li dele, mas certamente não será o último. Recomendo!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!


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