Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Oi! O ano está voando pro final, e estou nas duas últimas semanas do semestre letivo, tanto do trabalho quanto da faculdade, então a correria está daquele jeito! Hoje resolvi falar de um livro que li em 2013 e de que gostei muito: é dia de conhecer a narrativa de um morto com “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

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“Publicado em 1881, “Memórias póstumas de Brás Cubas” é um dos mais famosos romances de Machado de Assis, um marco na literatura brasileira. Narrado por um defunto autor, uma voz irônica que se dirige constantemente ao leitor, a trama começa com o enterro de Brás Cubas, passa por seus delírios, volta à infância do personagem e, de forma nada linear, traz para o centro da cena vários episódios da vida desse excêntrico narrador.”

Não lembro que motivos me levaram a escolher esse livro, mas lembro que fiquei com ele na minha lista de leitura por anos, até que, no ano passado, resolvi que era hora de conhecer a história, e o peguei para ler. Acabei por gostar pela combinação de dois fatores: as personagens, muito boas, e a narrativa típica do Machado, que eu já conhecia de outras leituras.

A história é aquela da vida de Brás Cubas, um homem rico que, depois de uma infância mimada e uma adolescência cheia de aventuras financiadas pelo pai, um senhor de escravos, cresce para viver em desapontamento por nunca conseguir levar à cabo nenhum de seus projetos, inclusive seu amor pela moça com quem deveria se casar – e que acaba por se casar com outro. Tendo gasto boa parte de sua herança com uma prostituta ainda na adolescência, ido viver em Lisboa para estudar e vivendo um caso com a tal moça que ama – Virgília -, Brás Cubas oferece ao leitor uma visão diferente e interessante de sua vida, narrada vagarosamente – já que o tempo pra ele não importa, já está morto mesmo… – e cheia de encontros importantes (um deles com outra personagem de Machado: Quincas Borba).

As personagens aqui são muito boas, e, como eu disse, uma das coisas que me encantaram no livro. Brás Cubas foi minha preferida, mas gostei também de Marcela, a tal prostituta muito esperta que arranca dinheiro de Brás e que o deixa ferido de amor. Pra ser sincera achei que Quincas Borba é um chato, o que me leva a pensar que não sei quando lerei o livro dele. As outras personagens também são muito boas, mesmo que não tenham sido citadas aqui ou que apareçam pouco no livro. Combinadas à narrativa já conhecida do mestre, formam uma história interessante e diferente, que eu recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!


2 thoughts on “Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

  1. Eu me lembro do motivo que fez eu escolher esse livro: Ensino Médio 😛
    Como ele faz parte de um currículo obrigatório de leitura, junto com outras obras brasileiras como O pagador de promessa e o Auto da Compadecida. Acho que por ter essa obrigatoriedade de lê-lo, fez com que o interesse na leitura diminuísse, tornando o livro chatinho, na minha opinião. Assim que eu tiver tempo eu lerei novamente com uma nova visão e com o que vc escreveu em mente.
    Parabéns pela resenha.

    • Engraçado, “Memórias” não era leitura obrigatória quando eu estava no Ensino Médio, tanto que demorei a ter a chance de lê-lo! Ainda assim não acho que teria tomado desgosto pelo livro, a não ser que a história fosse mesmo ruim.

      Acho mesmo que você deveria relê-lo, é um livro fantástico =)

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