As Mil e Uma Noites (هزار و یک شب)

Oi! Pra quem se interessa, ainda estou de cama; também estou em contagem regressiva para quarta feira, quando devo saber se posso tirar a bota e bailarinar por aí. Nesse meio tempo resenho três vezes por semana e tento me distrair. Hoje trago algumas das minhas histórias preferidas, que leio e releio desde criança; é dia de “As Mil e Uma Noites”.

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Foto-tosca-quebra-galho até eu colocar uma melhor

“As Mil e Uma Noites” conta várias histórias dentro de uma história maior: o sultão Shahriar é traído pela esposa, e, como vingança, decide casar-se com uma esposa nova a cada dia, mandando executá-la após a noite de núpcias, para nunca mais sofrer com a infidelidade. Com muitas mulheres morrendo, seu reino está em desespero, e nada parece mudar até que a filha mais velha do grão-vizir, Sherazade, pede para ser a próxima a se casar com o sultão. Contando histórias que o maravilham, ela se mantém viva, na esperança de que a vingança do sultão se aplaque e que o reino não sofra mais com o castigo dado às mulheres.

Ganhei essa edição do livro que ilustra o post quando era criança. Eu e minha irmã lemos as histórias e nos encantamos profundamente, e, já mais velha, decidi comprar essa mesma edição novamente, para tê-la em minha biblioteca pessoal – a que ganhamos na infância ficou sendo da minha irmã. Hoje já sei que não é a melhor compilação nem a melhor tradução das histórias, e tenho planos de comprar uma edição melhor e mais completa, mas mantendo a primeira versão a conquistar meu coração.

Como é uma compilação de várias histórias (várias mesmo! Algumas têm histórias dentro de histórias dentro de histórias!) não dá pra fazer resumo de cada uma, mas dá pra falar do livro de uma forma mais geral; a narrativa é mágica, completamente incrível e daquele tipo que te transporta imediatamente para o mundo narrado. Como essas histórias fazem parte de uma tradição oral e seguem troncos diferentes dentro do mundo árabe pode ser que haja diferenças de tradução e estilo narrativo em cada compilação, mas não posso dar certeza – ainda – sobre isso.

Como são milhares de personagens e não dá pra falar de cada uma, quero falar de Sherazade; ela é corajosa e muito inventiva, e acaba por criar essa forma de salvar todas as mulheres do reino de um destino terrível. Gosto muito dela e de como ela pode contar com a irmã, Dinazade, para ajudá-la a pôr o plano em prática.

A edição que tenho pode não ser a melhor de todas, mas a verdade é que me cativou e conquistou minha atenção desde criança, e até hoje eu releio as histórias. Na minha opinião é um livro imperdível, que eu recomendo para qualquer pessoa, de qualquer idade!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!


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