Minha Querida Sputnik (スプートニクの恋人) – Haruki Murakami

Oi! Ando animada por ter conseguido postar com regularidade nas últimas semanas, mas ainda preciso de alguns ajustes pra deixar minha rotina mais organizada, fora do blog. Não vou ficar celebrando muito porque, afinal, tudo muda muito depressa quando eu acho que está tudo bem – acho que é a maneira do universo me dizer que não devo me acomodar. Pra hoje temos um livro que eu li graças a uma amiga muito querida, que foi gentil o suficiente pra me emprestar seu exemplar. Lu, te dedico, e hoje é dia de “Minha Querida Sputinik”.

minhaqueridasputinik

“O livro conta a história de Sumire, uma jovem de 22 anos que se apaixona pela primeira vez. Uma paixão avassaladora que tem como alvo Miu, uma mulher casada e 17 anos mais velha. Mas, enquanto Miu é uma mulher glamourosa e bem-sucedida negociante de vinhos, Sumire é uma aspirante a escritora que se veste e se comporta como um personagem de Jack Kerouc mas que, em nome do desejo, é obrigada a dar outro rumo a sua trajetória.”

Eu já tinha dito pra Lu algumas vezes que tinha vontade de ler Murakami, porque sempre ouvia coisas maravilhosas sobre ele e o trabalho dele, e ela me disse que tinha gostado muito desta história em particular, e que me emprestaria o livro, se eu quisesse. Obviamente que aceitei, mas não esperava que o livro fosse me prender da forma que prendeu. Acho que já mencionei que ando lendo devagar, sem pressa e, francamente, muito pouco. Ando enjoada e poucas coisas andam me encantando o suficiente pra me fazer ficar quieta (e não estou falando apenas de livros), então essa história me emocionou por ser o que é e por ter me devolvido um pouco a fissura de ler, que eu sinto que anda meio perdida.

A história se passa no Japão, no nosso próprio mundo e tempo, mas há um quê de fantástico no clímax, e o fato de a resolução não apresentar uma explicação baseada na lógica faz com que a história seja ainda mais interessante e diferente. Os temas, pelo que eu pesquisei, são comuns às outras obras do autor: amor não correspondido, crescimento emocional e sonhos. Como ainda não li outros livros dele para comparar, posso dizer que pra mim a combinação foi explosiva. Sumire é uma personagem muito interessante, cheia de pequenas nuances que a fazem complexa, uma protagonista digna de interesse (muito diferente dessas meninas todas iguais que andam sendo narradas atualmente). Gostei muito de K, o narrador, que a ama e compreende melhor do que ela parece notar. Tive uma relação estranha com Miu, que admirei mas também me deu abuso, pela maneira como se comporta. Acho que o que mais gostei, no entanto, foi a própria narrativa: fluida, fácil, boa. Um livro nada simples e indispensável. Fiquei feliz por ter sido ele o meu primeiro Murakami. Recomendo!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


Tem algo a acrescentar?