Moll Flanders (Moll Flanders) – Daniel Defoe

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Oi! Faz um calor incrível em Brasília, e como eu não sou a maior fã do tempo quente, resolvi falar de um livro que não me agradou muito. Aproveito para lembrar que nessa sexta teremos a última resenha de compensação de fevereiro – mesmo os dois dias de feriado que tivemos já foram repostos – então a partir de semana que vem voltaremos à nossa programação habitual de dois livros por semana. Por hoje ficamos com Moll Flanders.

O título completo de ‘Moll Flanders’ revela bastante sobre seu enredo, e a partir dele já se pode ter uma ideia da história que será contada e dos diversos problemas em que Moll (esse não é seu nome verdadeiro) se envolverá. Chamado originalmente de ‘As venturas e desventuras da famosa Moll Flanders, que nasceu em Newgate, e durante uma vida de aventuras variadas, por sessenta anos, além de sua infância, foi destes, doze anos uma meretriz, cinco vezes uma esposa [uma dessas de seu próprio irmão], doze anos uma ladra, oito anos uma condenada em Virginia, e afinal enriqueceu, viveu honestamente e morreu uma penitente. Escrito a partir de seus próprios memorandos’, esta história com várias interpretações possíveis tem instigado os estudiosos e conquistado público com sua protagonista dúbia e corajosa.

Eu li esse livro para uma das minhas matérias de Literatura Inglesa, acabando por se tornar mais um exemplo de que um clássico não necessariamente é um bom livro. Esse foi um dos livros que eu mais sofri para terminar, e a história incrivelmente repetitiva não ajudou muito.

Moll Flanders é um livro para quem tem muita paciência para algumas coisas em especial: uma história não dividida em capítulos e contada de forma contínua, personagens que nunca têm nome, uma protagonista completamente sem moral, e histórias que se repetem sem parar. A narração sem muitas novidades e cheia das características acima mencionadas me deixou bastante irritada, e eu acabei por não gostar nada do livro.

O que também ajudou um bocado para meu desgosto foram as personagens: ainda que Moll seja interessante do ponto de vista de suas diversas mudanças e sua incrível capacidade de adaptação, achei que suas características não foram suficientes para me conquistar. Isso sem contar que as personagens secundárias passam tão depressa por sua vida que mal temos tempo de analisar se sequer gostamos delas ou do papel que desempenham. No fim das contas, o livro me deixou decepcionada, já que eu comecei a leitura acreditando nas palavras da minha professora de que seria uma leitura fantástica. No mais, esse é mais um dos clássicos que eu não recomendo. Tem muita coisa melhor por aí.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!


2 thoughts on “Moll Flanders (Moll Flanders) – Daniel Defoe

  1. Olha um livro que você não gostou!!
    Quase um milagre!!
    hehehehehe

    Achei a resenha bem interessante, mas pela descrição o livro me pareceu ser bem chato e me fez lembrar de um que li no Ensino Médio: Quarto de Despejo – O diário de uma favelada.
    Que me desculpe quem gosta desse livro, mas eu detestei de todas as formas!
    =x

    Beijos Ninna!

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