Não se Apega, Não – Isabela Freitas

Oi! Agora tenho que acordar tão cedo às segundas que acabo demorando mais pra fazer a resenha – preciso acordar antes de começar a escrever, e acabo demorando um pouco no processo de despertar de vez! Como eu tive um fim de semana esquisito e cheio de emoções distintas, resolvi resenhar um livro que me despertou várias emoções também. É dia de “Não se apega não”, da brasileira Isabela Freitas.

nãoseapeganão

“Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos. Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.”

Peguei esse livro pra ler porque fiquei curiosa com o título e com a premissa: desapegar. Já há meses eu ando com essa palavra grudada na minha cabeça e na minha vida, e a liberdade que o desapego tem me ensinado tem sido fantástica, então queria muito ver a perspectiva de outra pessoa sobre isso. Peguei o livro da Isabela sem saber o que esperar, e fiquei um tanto surpresa com o desenvolvimento da “história”. É uma mistura estranha de não ficção com autobiografia com romance; é quase uma coming of age novel, mas não totalmente. Deixando de lado essa indefinição de gênero, posso dizer que fiquei ao mesmo tempo decepcionada e impressionada. Impressionada porque as lições sobre o desapego em si são muito interessantes. Decepcionada porque de nada adianta ter uma premissa interessante se o desenvolvimento não é lá essas coisas!

O negócio é que o livro da Isabela é sobre uma personagem chamada Isabela que é, aparentemente, a própria escritora! Tem problema escrever sobre uma personagem ficcional? Não. Tem problema escrever sobre você mesmo? Claro que não! Tem problema escrever sobre uma personagem ficcional que visivelmente é você na vida real? Talvez não, se você souber fazer isso direito! A questão é que foi bem aí que a autora se perdeu: a personagem principal é chata e mimada, e só tem uns insights de vez em quando, o que não redime o mimimi que é boa parte do livro, cheio de lições de moral grandiosas (no discurso) e vazias (na essência). É: tinha tudo pra ser excelente, mas é só razoável. Eu recomendo esse livro pra quem quer uma leitura rápida, mas se você, como eu, espera que as personagens te acrescentem algo ou pelo menos sejam interessantes, não recomendo – tem coisa bem melhor e mais leve por aí!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


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