Noite de Reis (Twelfth Night, Or What You Will) – William Shakespeare

Oi! Não sei vocês, mas acho que o tempo maluco de Brasília está finalmente me alcançando – e não de um jeito bom. Escolhi, então, resenhar uma comédia pra me animar. Li “Twelfth Night” para uma matéria da faculdade, e ri bastante; como precisava de risos hoje, é a resenha do dia. De novo, mil desculpas em adianto por usar o nome original da peça o tempo todo, já que eu li no idioma original.

“Twelfth Night” conta a história de Viola, uma jovem nobre que, junto com seu irmão gêmeo, Sebastian, sofre o naufrágio do navio em que viajava. Ela chega à costa de Ilyria, e, não encontrando o irmão, acredita que ele esteja morto. Vestindo-se como homem, ela procura trabalho na casa do duque Orsino, usando o nome de Cesario, e logo se torna seu favorito, sendo promovida a pagem. Orsino é apaixonado por Lady Olivia, que está de luto pela morte do irmão e não tem interesse em se casar; o duque, no entanto, pede a Viola/Cesario que o ajude a fazer a corte à Olivia. Nem tudo dá certo, no entanto, e Olivia se apaixona por Cesario/Viola, que, por sua vez, está apaixonada pelo patrão, Orsino, e não pode dizer nada, já que ele pensa que ela é homem. Além de resolver o triângulo amoroso, um problema paralelo surge: a dama de companhia de Olivia, Maria, juntamente com o tio de sua patroa, Sir Toby, e o amigo deste, Andrew Aguecheek – que também quer se casar com Olivia – resolvem pregar uma peça no mordomo da casa, Malvolio, deixando a situação na casa, que já era problemática, ainda mais confusa.

Bom, a confusão de identidades é o que garante o tom de comédia da história, além de a trama paralela – e menor – dos amigos de Olivia, que pregam uma peça em seu mordomo. O mais engraçado, no entanto, é a forma como Shakespeare resolve o conflito do triângulo amoroso. Não vou dizer como é, apesar de que acho que uma leitura mais ou menos atenta do resumo acima acaba por dar uma ideia de como esse fim pode ser, mas vou dizer que a graça está em mostrar como o “amor” Shakespeariano nem sempre é tão profundo quanto as pessoas pensam.

As personagens em si já são uma demonstração desse humor escondido do autor: Olivia não quer se casar por estar de luto pelo irmão, mas é só aparecer o belo Cesario para que o luto fique esquecido, por exemplo. Aliás Olivia foi, na minha opinião, a personagem mais enjoada da história, empatada com Orsino. Gosto dos irmãos Viola e Sebastian, que, apesar de serem dois bobos para seus sentimentos, são bem espertos quando lhes é conveniente.

Gostei da história como um todo, mas entre as tragédias e as comédias de Shakespeare, geralmente prefiro as tragédias… “Twelfth Night” é uma história leve, divertida e rápida. Um bom jeito de começar a ler os clássicos!

Espero que tenham gostado! Bom restinho se semana para nós e até a próxima!

Links:

IMDb de uma das adaptações clássicas

IMDb de “Ela é o Cara”, versão moderna da história

IMDb de “Shakespeare Apaixonado”, que faz diversas referências à história da peça


2 thoughts on “Noite de Reis (Twelfth Night, Or What You Will) – William Shakespeare

  1. Amei essa resenha Ninna!
    Fiquei super com vontade de ler esse livro, especialmente depois que li que “Ela é o cara” é a versão moderna da história!
    Eu me acabo com esse filme! Acho tudo de bom e assisto todas as vezes que posso!!
    #queroesselivroparaontem

    Beijinhos Ninna!!

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