O Caçador de Pipas (The Kite Runner) – Khaled Hosseini

Oi! Hoje aconteceu uma coisa raríssima e de que eu não gosto nadinha: perdi a hora e as aulas da manhã! A única vantagem desse acontecimento é poder fazer a resenha mais cedo para vocês! Escolhi para hoje um livro que, para a maioria das pessoas que o leem, é bem pesado, bem duro. Pra mim não foi, mas foi incrivelmente triste e lindo. É dia de “O Caçador de Pipas”.

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“Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.”

Bom, eu li essa história bem na época do lançamento. Minha mãe e minha tia Jackeline o tinham lido e as duas tinham se emocionado muito com a história, o que me deixou muito curiosa. Peguei o livro emprestado com a mamma e comecei a ler. Terminei depressa porque não é um livro longo, mas chorei bastante com algumas passagens.

Como eu disse na resenha de “A Cidade do Sol”, a narrativa de Hosseini é bem fluida, bem fácil de ler, mas muito carregada de tristeza por refletir aqueles pedaços nada bonitos da história afegã que ele e tantos outros viveram. A história desse livro é muito triste, pois a covardia de Amir, que poderia ser apenas aquela de menino e que passa com o tempo, transforma toda a história e todos na história, deixando um rastro de tristeza muito grande. Foi duro ler como um ato que em si já era feio, reprovável, se transformou em um catalizador para uma boa parte do sofrimento de todos.

Se, no entanto, você está lendo esta resenha e pensando que não vai gostar de Amir, que ele vai ser uma pessoa terrível, não guarde essa ideia. Ele não é uma pessoa ruim, só fez muitas escolhas ruins quando criança, e ao ler o livro pode-se perceber que ele é sim uma pessoa legal. Foi uma personagem de que gostei, porque é muito real, muito verdadeira – gosto da ideia de personagens possíveis, e não personagens tão incrivelmente bons que dão nos nervos. As outras personagens não são ruins, e eu gostei muito de Rahim Khan – ele e Amir têm momentos lindos juntos.

O livro é triste, sofrido e faz chorar muito, mas é incrivelmente lindo! Cheio de lições sobre amizade, amor, honestidade e fidelidade, sem aquele tom didático e cheio de lições de moral: é uma história muito emocionante e que vale a leitura – ainda acho que “A Cidade do Sol” é melhor, mas esse também vale a pena!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!


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