O Conde de Monte Cristo (Le Comte de Monte-Cristo) – Alexandre Dumas (perè)

Oi! Pra começar bem a semana resolvi trazer um livro que é conhecido pela maioria por sua versão cinematográfica: “O Conde de Monte Cristo”. Quando comecei a leitura, percebi vários pontos comuns ao filme, mas rapidamente pode-se notar que o livro tem uma história bem mais extensa pra contar, e que alguns detalhes vão mudando a história de tal forma que no final, apesar de o filme ter conservado uma boa parte do que está no livro, parecem duas obras bem diferentes!

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Todo mundo conhece a história, eu imagino. Um jovem marinheiro, responsável e com um futuro promissor, Edmond Dantés, é preso por uma conspiração de três inimigos, que se unem para encarcerá-lo na prisão de Castelo d’If, cada um por seus motivos, e cada um lucrando alguma coisa diferente com esse encarceramento. Dantés, no entanto, é inocente, e depois de anos preso, desesperado e pronto para entregar sua vida, conhece o prisioneiro da cela ao lado, Cardeal Spada, que o instrui em todas as ciências que conhece, fazendo com que Edmond se torne um homem refinado. Em troca, o ex-marinheiro ajuda Spada a tentar escapar da prisão, sob a promessa de um tesouro lendário que asseguraria uma vida tranquila e a possibilidade de vingança contra aqueles que arruinaram sua vida. Spada, no entanto, morre, e Edmond Dantés consegue escapar da prisão e encontrar o tesouro, assumindo a identidade de Conde de Monte Cristo, e iniciando uma vendetta contra todos que fizeram algo contra ele e arruinaram seus planos de vida.

Começando pelas personagens, tenho que dizer que são todas bem construídas, mas que nenhuma me cativou particularmente. Esse foi o segundo livro que eu li do Alexandre Dumas, père, e fiquei, como no primeiro, impressionada com a escrita dele. É muito diferente do que eu esperava que fosse ser! É quase pueril e inocente, e algumas frases me deixaram passada, pois pareciam saídas da caneta de uma criança! Não estou dizendo que o livro e/ou a história são infantis, pelo contrário. Mostram uso de drogas, vingança e assassinato, mas a forma como foram traduzidos me deixaram bem surpresa! Eu não falo francês, então li em português mesmo, na edição “bolso de luxo” da Zahar, e, assim como “Os Três Mosqueteiros”, também de Dumas père (que eu li, também, na edição de “bolso de luxo” da Zahar), me pareceu uma história excelente, muito bem escrita (não se tornou um clássico da literatura francesa de graça), mas também muito diferente do que eu esperava, em termos de escrita.

Não sei se o que eu observei aqui com relação à escrita se deve à tradução ou se é uma característica do autor, mas não me atrapalhou em absoluto – nem é algo que acontece em todo o livro. Há momentos em que a narrativa se torna extremamente refinada, e, apesar de eu ter sentido esses dois estilos bem presentes, achei que eles se completaram de uma forma muito boa, e que a história ficou bem feita. Recomendo esse livro com ardor, é uma das melhores leituras que eu fiz no ano passado, e gostei até mais dele do que de “Os Três Mosqueteiros”.

Espero que tenham gostado! Boa semana pra todos nós e até a próxima!


3 thoughts on “O Conde de Monte Cristo (Le Comte de Monte-Cristo) – Alexandre Dumas (perè)

    • Oi Camis! Recomendo sim! Aliás, pelo que pude observar, todas as “bolso de luxo” deles são muito bem feitas! Mas se você estiver com um dinheirinho a mais, recomendo comprar a edição em tamanho normal, também da Zahar! As páginas são mais grossas (as da minha edição são em papel tipo de bíblia, sabe?) e é ilustrada!

      Beijos!

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