O Diário de Anne Frank (Het Achterhuis) – Anne Frank

Oi! Mais uma semana começando, e eu prometo que teremos compensação pela resenha perdida semana passada, quando o blog precisou passar por manutenção. Hoje é dia de mais um livro lido no primeiro semestre deste ano, parte do Desafio da Rory e de uma promessa feita pra mim mesma há anos. É dia de “O Diário de Anne Frank”.

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“12 de junho de 1942 – 1º de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. Seu diário já foi traduzido para 67 línguas, e é um dos livros mais lidos do mundo. Ele destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento. Um retrato da menina por trás do mito.”

Eu já queria ler este livro há anos, mas histórias passadas em Guerras, especialmente a Segunda Guerra Mundial, sempre me deixam muito pra baixo, e eu ficava adiando. Só que eu queria muito conhecer essa menina, que mereceu tantas homenagens e que viveu um horror tão grande, pra tentar entender como era a vida dos refugiados, dos que se escondiam e dos que não conseguiam escapar. Não houve janela maior para essa triste situação do que este livro, que é uma história real, e que mostra tudo de acordo com os olhos de uma menina criada por uma família amorosa mas não sem defeitos ou problemas. Como passei a tentar cumprir o Desafio da Rory e vi que o livro figurava a lista, foi a oportunidade perfeita para deixar o medo de lado e finalmente conhecer a história que eu tanto temia ler.

Não há que se falar de personagens, já que são pessoas reais; não há que se falar de uma história, já que tudo ali aconteceu, o que dá pra dizer é que Anne, apesar de muito jovem, escreve muito bem e parece uma menina dedicada e sensível, ainda que seja óbvio que sofre das dificuldades que passam todas as adolescentes do mundo: sentimento de inadequação, disputa e vontade de se encaixar, que são ainda mais complicados de lidar quando se está presa em um anexo secreto, convivendo 24 horas por dia com as mesmas pessoas e sem ter direito a privacidade. Mesmo com todas as dificuldades que passa, e essas não são poucas, achei que Anne é corajosa e muito doce, até. Fiquei tocada e emocionada com essa menininha que cresceu mais do que devia e antes da hora, e que teve um fim tão triste. É um livro muito bonito, mas se você, como eu, for dado a ataques de melancolia, pode sentir uma pontinha de dor no coração quando a narração for interrompida. Ainda assim, recomendo: acho que é o tipo de livro que todo mundo deveria ler!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


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