O Egípcio (Sinuhe egyptiläinen) – Mika Waltari

Oi! Já que estou no embalo, essa semana temos resenha extra. O livro de hoje foi um presente do meu primo Thiago quando ele veio ficar em Brasília pra minha formatura do Ensino Médio, e eu gostei demais da história, não podia deixar de contar aqui. Hoje é dia de “O Egípcio”.

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“A história se passa no Egito, mais de um milênio antes de Cristo; narrado por Sinuhé, médico do Faraó Akhenaton, o livro é a crônica das viagens, amores e aventuras de Sinuhé. Desfilam inúmeros personagens: o fanfarrão Horemheb — general do Faraó, que dirigia sua carruagem sobre mulheres, crianças e velhos das terras conquistadas, Nefernefernefer, sedutora cortesã com quem as modernas irmãs do pecado jamais poderiam competir, Minea, a virgem votada aos deuses, dançando nua diante dos touros sagrados, a rainha Nefertiti, cuja beleza física era perigosa em demasia por estar combinada com a malícia e a inteligência aguda, o ardiloso e astuto escravo Keptah. Kaketamon, a bela irmã do Faraó Akhnaton… Intriga, morte, guerra, paixão, amor e conflitos religiosos são narrados, enquanto Sinuhé vai revelando sua vida, ora radiante, ora desesperançada.”

Publicado em 1945 e traduzido em inglês em 1949, o livro é fruto de uma extensa pesquisa de Waltari para ser o mais acurado possível sobre o Egito – apesar de ter tomado licenças históricas até bem grandes, o livro é tão bem escrito que conquistou até os egiptólogos da época e se tornou um best-seller nos EUA, virando até filme.

A narração foi diferente do que eu estava acostumada. Como o livro é narrado por Sinuhé durante o exílio, após a morte de Akhenaton, a maneira como ele conta sua vida passa por vários sentimentos, inclusive o de amargura, mas mesmo assim a narrativa é leve, fluida, e é impossível não se prender pela história e pelos detalhes que Waltari criou para seu protagonista – um momento em especial me deixou sem fôlego, quando ficou implícito o que tinha acontecido em um momento importante da vida de Sinuhé, mas não vou contar o que é pra não dar spoiler.

As personagens são muito bem pintadas, e especula-se que o motivo para isso seja o discreto retrato da Europa durante a Segunda Grande Guerra que o livro pretendia ser. O grande antagonista da nação Egípcia na narração, o rei hitita Suppiluliuma, por exemplo, tem traços que representam Hitler. Não que à época eu tenha dado a mínima atenção que seja a esses detalhes: eu só queria saber de devorar a história e descobrir o que ia acontecer com Sinuhé. Falando nele é bom mencionar que foi minha personagem preferida. Sua vida é tão fascinante que o torna uma personagem completa, cheia de nuances e muito interessante. Nem tive tantos olhos assim para as personagens secundárias, e olha que elas também são muito boas; delas, minha preferida foi o próprio faraó. Um livro para ler com vontade, sem medo de algo diferente; recomendadíssimo!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!


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