O Grande Gatsby (The Great Gatsby) – F. Scott Fitzgerald

Oi! Hoje resolvi trazer um dos meus prediletos, lido em 2012 depois de anos enrolando: “The Great Gatsby” (não, não estou escrevendo o título em inglês pra ser pedante, eu li em inglês, e é até estranho pensar no título em português). Depois de ler, resolvi assistir ao filme de 1974 e, na mesma época, descobri que uma versão nova seria lançada em 2012 (acabou sendo adiada pra 2013) com o Leonardo DiCaprio e a Carey Mulligan nos papéis principais, que estou esperando ansiosa!

The-Great-Gatsby

Bom, eu acho o clima dos anos 20 extremamente romântico, assim como o dos anos 30, 40 e 50. O negócio é que o clima dos anos 20 parece mais… brilhante. Não faz muito sentido, né? Pois começa a fazer depois da leitura desse livro: “The Great Gatsby” conta a história de Jay Gatsby a partir do ponto de vista do narrador, Nick Carraway, vizinho de Gatsby que acaba de se mudar para a área conhecida como West Egg (fictícia), no estado de New York. Isso, consequentemente, faz com que um pedaço da história de Nick também seja conhecido pelo leitor ao longo da narrativa.

A história principal do livro é sobre a obsessão de Gatsby: Daisy. Ela é uma prima de Nick que mora do outro lado da baía, em uma área conhecida como East Egg (também fictícia). Daisy e Gatsby foram namorados na adolescência, antes da I Guerra, mas ele era pobre e apenas um oficial raso da marinha, ainda em início de carreira, e teve de partir para lutar na Inglaterra. Depois da partida dele, ela se casa com Tom Buchanan, um homem bruto e muito rico, com quem tem uma filha, Pammy. Os dois, Tom e Daisy, tem problemas no relacionamento, já que ele tem uma amante (que ela não sabe quem é, mas que ele não esconde nada bem). Com o fim da guerra, e a descoberta do casamento de sua amada, Gatsby fica obcecado com a ideia de enriquecer, o que acaba acontecendo. O objetivo maior por trás desse enriquecimento é conquistar Daisy de volta. Ele dá festas magníficas em sua casa, todos os sábados, esperando chamar a atenção de Daisy do outro lado da baía; é em uma dessas festas que ele conhece Nick (ele manda um convite para que Nick vá à festa, já que até ali ele não tinha se aventurado a aparecer), que ele usa como ponte para se reaproximar de Daisy e reiniciar um amor que ele acredita ainda existir.

O livro é incrível! Bem escrito, naquele estilo meio louco que só o Fitzgerald parece ter, e cheio de emoções contraditórias. Dá pra notar claramente a critica feita à sociedade americana da época, e sua mania de ostentação, e os contrastes entre ricos e aspirantes à riqueza é tão grande e bem feito que chega a ser gráfico, é quase como ver um filme!

Gosto muito do Gatsby, é um excelente personagem, muito bem construído e cheio de sombras (vocês já devem saber do meu amor pelo submundo, né?). Nick, apesar de ser o narrador e um personagem de, teoricamente, pouco destaque, é, para mim, um brilho a mais! Seu sarcasmo e sua descrença naquilo que presencia mas de que se recusa a fazer parte me tocaram, e fiquei feliz com suas atitudes ao longo do livro: é um personagem coerente. Daisy é um capítulo à parte: esquiva, lobo em pele de cordeiro, não me inspirou confiança em momento nenhum, mas isso se deve ao trabalho magistral do autor: Fitzgerald queria uma bitch mais discreta, não tão direta, e foi o que ele construiu. Das personagens secundárias meu preferido é Wilson. Mas não posso dizer o motivo sem dar spoilers do que acontece.

No mais, excelente livro, super recomendado. Mas pra quem não conhece o estilo de escrita do Fitzgerald, um alerta: pode ser meio doido no início! Beijos e boa quinta feira!

Acima, trailer da adaptação que sairá em maio.


8 thoughts on “O Grande Gatsby (The Great Gatsby) – F. Scott Fitzgerald

  1. Lindo seu mundo colorido, Faedinha!! 🙂 Queria ler tanto quanto você!! Gostei muito da descrição “em para de falar dela em 3 pessoa”… hahaha quer que eu fale de você?? 🙂 Beijoooo!!

    • Oi Tarci, brigada pela visita! Que bom que gostou do meu “mundinho”! É pequeno mas é aconchegante! haha!

      Pra ler bastante, só é preciso começar 😉

      Volte mais vezes! Beijos! =)

  2. parar*… sorry! 😉 E só para constar: falaria dessa pessoa doce e inteligente que você é! [tá… doidinha às vezes… mas é “tranq a convivência!!”… hahaha

  3. Já comecei a ler durante a viagem, mas depois não peguei mais… hehe vou voltar a ler essa semana! O início realmente é meio louco, mas parece prometer uma história interessante.

    beijos

    • É, Fitzgerald é meio doidão escrevendo, e alguns diálogos nos deixam pensando “hein? o que tá acontecendo aqui?”, mas acaba por fazer sentido no fim das contas! Além de ser a marca pessoal dele!

      Dá uma chance nova, Vivian, você não vai se arrepender! =)

      • Na verdade, não desisti dele, apenas ainda não acostumei muito com a leitura no kindle… hehe ainda mais que uso ele sempre pra estudar. Aí quando olho pra ele já associo com estudo.. kkk

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