O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights) – Emily Brontë

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Oi! Por princípio, não costumo falar de livros que me desagradaram muito; prefiro falar daqueles que realmente gostei de ler ou que eu só mudaria uma coisa ou outra. Sabe “promova o que te encanta ao invés de atacar o que te desagrada”? Pois é, prefiro me ater a essa ideia, mas às vezes acho importante falar sobre algum livro de que não gostei. É o caso do livro de hoje, “O Morro dos Ventos Uivantes”.

Essa não é a edição que eu tenho, mas acho essa capa uma graça! Reflete bem o clima do livro!

Bom, o livro conta a história do amor de Catherine e Heathcliff: ela, a filha da casa Earnshaw, e ele, um garoto órfão que é levado pelo pai dela para ser criado com a família. Catherine e Heathcliff criam uma amizade muito próxima, e passam todo o tempo juntos, até um dia em que tentam pregar uma peça em um casal de irmãos que é vizinho da casa, os Linton. Catherine se machuca, e é obrigada a passar algum tempo com a família de Edgar e Isabella para se recuperar. Apaixonando-se por Edgar, ela resolve se casar com ele. Simultaneamente, Heathcliff sofre abusos do irmão de Isabella, Hindley, que volta para casa depois da morte do pai, e de anos estudando longe de casa, pois seu pai preferia Heathcliff. Com a morte de Earnshaw pai, Hindley pode finalmente se vingar daquele que roubou sua infância. O casamento de Catherine é mais um motivo para ele e Heathcliff parte, retornando anos depois para se vingar daquela que o traiu. Um ciclo de amor é ódio é instaurado, e a próxima geração de moradores do Morro dos Ventos Uivantes deve tentar se livrar do fardo do passado e do desejo de vingança que possui o coração de Heathcliff.

Primeiramente, devo esclarecer que minhas ressalvas não nasceram pela escrita do livro: Emily Brontë é uma mestra em sua arte, e seu único romance mostra que ela teria produzidos obras excelentes, tivesse escrito mais. Mas ser bem escrita não é o único fator para se gostar de uma história. Quando peguei esse livro para ler estava empolgada com a descrição, mas, à medida que a leitura avançava, ia percebendo que a história me deixava agoniada e nervosa. A obsessão de Heathcliff por Catherine é enervante, e os caprichos e gritos dela já pareciam físicos, pareciam vibrar nos meus ouvidos; não pareciam apenas palavras no papel! Sei que isso, em grande parte, se deve ao fato que eu me envolvo demais com o que estou lendo, mas mesmo assim foi bem enervante lidar com os chiliques de menina mimada que faz péssimas escolhas e não sabe lidar com elas.

As personagens são muito bem construídas, mas suas características são tão exacerbadas que as deixam quase que caricatas. Heathcliff me pareceu meio insano desde o início e, à medida que a história avança, dá pra perceber que ele realmente não regula bem. Catherine é o próprio retrato da menina mimada: egoísta, passional ao extremo, insensível e rude. E apesar de tudo isso os dois realmente formam um casal bem interessante. Apesar de achar que individualmente eles eram chatos, juntos pareciam se completar, e amenizavam um pouco os defeitos um do outro. Era bem mais fácil suportá-los nesses momentos. O livro é muito bem escrito, e a história em si é bem interessante, mas para mim foi também uma provação. Tenho uma relação de amor e ódio com esse livro, mas ainda assim, recomendo. Aposto que muita gente vai se apaixonar…

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos, e até a próxima!


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