O Nome da Rosa (Il Nome della Rosa) – Umberto Eco

Oi! Estava olhando para os meus livros, me perguntando qual seria a resenha de hoje, quando me dei conta de que ainda não tinha falado sobre essa leitura, que foi feita esse ano e foi a realização de um sonho; explico: sempre quis ler este livro, mas sempre adiei a leitura, porque queria aprender italiano para ler no original. Depois de voltar da Itália – e esquecer de comprar o livro lá – eu o encomendei e fiquei esperando ansiosa. Ele chegou, eu li, adorei e vim trazer resenha para vocês. É dia de “O Nome da Rosa”.

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“Guglielmo de Baskerville, um monge franciscano, um ex-inquisitor e conselheiro do imperador, vai com o jovem beneditino e narrador Adso de Melk para uma abadia, a fim de participar de uma reunião importante entre os franciscanos, defensores da pobreza de Cristo, e a delegação papal. O encontro é político, e uma armadilha para os franciscanos, e sua ocorrência está ameaçada pelos problemas que ocorrem na abadia que o sediará: pouco depois de sua chegada, o abade pede a Guglielmo para investigar as causas de uma morte violenta que acaba de ocorrer. Apesar da liberdade de circulação concedida ao ex-inquisidor, as mortes se seguem e parecem girar em torno da biblioteca da abadia, a maior da cristandade e cujo acesso é proibido, e de um misterioso manuscrito. A biblioteca é construída como um labirinto, um lugar secreto, e não é permitido a visitá-la: apenas o scriptorium está disponível. Guglielmo e Adson devem descobrir o que está causando a morte dos monges, se as profecias do Anticristo são reais e o que se esconde por trás dos muros da biblioteca, tudo antes da chegada das delegações papais e do imperador – ou antes que o assassino chegue a eles mesmos.”

Como eu disse lá no início da resenha, eu sempre quis ler esse livro. Minha mãe me falava muito do filme e eu ouvi muito sobre o livro em vários momentos da vida, inclusive na escola, e minha curiosidade ia aumentando mais e mais. Já tive a oportunidade de lê-lo antes, em português mesmo, mas como queria muito estudar italiano e queria muito lê-lo no original, esperei. Valeu a pena e não me arrependo! A história é fantástica, e, como eu já disse várias vezes, traduções costumam tirar muita coisa da obra original – não estou dizendo que é intencional ou que pode ser evitado, estou apenas dizendo que acontece – e eu prefiro saber as palavras usadas pelo autor, na esperança de entender exatamente o que ele queria transmitir.

Uma das melhores coisas sobre esse livro é o fato de que contém subtramas dentro da trama principal: Guglieulmo e Adson investigam mortes, se preparam para a reunião, lidam com tentações, tratam de heresias… é uma quantidade surpreendente de trabalho para sete dias, e considerando-se que as desgraças só vão se acumulando, tudo fica mais impressionante ainda! Não foi o primeiro livro do Eco que eu li, mas foi o primeiro romance – até aqui só tinha usado as teorias dele para compor artigos científicos -, então posso dizer que fiquei positivamente impressionada (coincidência ou não, este foi o primeiro romance que ele escreveu, então acho que estou indo na ordem certa!).

As personagens são muito boas, e minhas preferidas são os próprios Guglielmo e Adso. Guglielmo é inspirado em Sherlock Holmes, com suas capacidades dedutivas invejáveis, e Adso além de ser um ótimo narrador (é ele quem conta a história, na velhice), se mostra um bom companheiro de aventuras. Não gostei de Jorges de Burgos desde o início, mas mais porque ameio odiá-lo: é a epítome de uma pessoa preconceituosa que só quer viver no próprio mundo, sem se interessar pelas opiniões e diferenças alheias (lembrou de algum grupo atual? É, eu também!). No todo, é uma obra bem legal, cheia de mistérios e investigações, que eu recomendo com gosto!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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