O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince) – Antoine de Saint-Exupéry

“Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração”

Antoine de Saint-Exupéry – O Pequeno Príncipe

Oi! Como eu tinha dito nas redes sociais do blog, até o fim do meu semestre na UnB as resenhas vão ficar às terças e quintas, e voltam ao normal durante as férias. Bom, hoje é dia de resenhar um livro especial. Quando criança eu o li e detestei. Pois é, devo ter sido a única. Aí a Aysla(linda) me perguntou se eu já tinha feito uma resenha dele, e eu me dei conta de que não havia. Estou remediando essa situação hoje, depois de ter relido o livro, já uma “pessoa grande”. Hoje é dia de “O Pequeno Príncipe”.

O-pequeno-príncipe

Le Petit Prince, The Little Prince, El Principito, Der Kleine Prinz – em qualquer uma das mais de 150 línguas em que é publicado, causa encanto a história do piloto cujo avião cai no deserto do Saara, onde ele encontra um príncipe, “um pedacinho de gente inteiramente extraordinário” que o leva a uma jornada filosófica e poética através de planetas que encerram a solidão humana em personagens como o vaidoso, capaz de ouvir apenas elogios; o acendedor de lampiões, fiel ao regulamento; o bêbado, que bebia por ter vergonha de beber; o homem de negócios que possuía as estrelas contando-as e encontrando-as em ambição inútil e desenfreada; a serpente enigmática; a flor a qual amava acima de todos os planetas.

Eu não lembro o motivo de ter detestado tanto essa história na minha infância, mas guardava lembranças ruins dele. Resolvi que, para fazer a resenha para a Aysla, precisaria relê-lo, assim poderia fundamentar minha opinião. Acabei, nesse processo, por descobrir o motivo de detestar a história.

Sobre as personagens, só vou dizer que tanto o príncipe quanto o narrador são fontes quase inesgotáveis de poesia em forma de palavras. As interações dos dois me faziam querer chorar, de tão doces. A narrativa, apesar de ser para crianças, está recheada de questões filosóficas e sérias, que fariam qualquer adulto insensível acordar e pensar sobre os rumos de sua vida. O livro é cheio de elementos da vida de seu autor, e dizem inclusive que a Rosa é a representação literária da esposa de Saint-Exupéry, Consuelo. É um livro fácil de ler, agradável para crianças e adultos – vide a quantidade de produtos licenciados sob a marca e vendidos até hoje – e muito, muito belo.

Como eu disse no início, descobri o motivo de eu não ter gostado do livro quando criança (e ainda ter um pé atrás com ele, já adulta): ele é muito triste e melancólico, e lê-lo me deixou tão triste que minha única vontade era a de voltar pra cama e dormir o dia inteiro, pra não ficar pensando em todas aquelas observações feitas sobre as pessoas grandes, e que podem servir para a vida real. Eu recomendo o livro, mas para quem não anda sensível e chorão feito eu, ou pode ser que a história te deixe meio pra baixo. No mais, é uma bela história de amizade, amor e respeito, que ensina e acalenta o coração.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!


6 thoughts on “O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince) – Antoine de Saint-Exupéry

  1. Me sinto muito honrada pela resenha feita ao meu pedido. Eu adorei o livro, me fez refletir sobre muita coisa. Marina que saudade!!!! Beijos!

  2. Adoro o pequeno príncipe. Lembro que quando era pequeno tinha esse livro, mas ainda não lia muito bem e me encantava com as gravuras. Lembro que destruí o livro cortando as imagens e colando em trabalhos de escola. O desenho da serpente que engoliu um elefante – o qual era confundido com um chapéu pelos adultos -, o grande baobá, o pequeno príncipe em cima de uma parede enquanto a serpente subia pela mesma são exemplos de imagens que eu nunca esqueci do livro. Depois de grande li o livro em francês, a muito custo é claro, e adorei a história. Parabéns pela resenha.

    • É Camis, ser bonito não é tudo, né? Eu fiquei muito pra baixo quando o li, quando criança, e quando o reli, já adulta. Fico feliz de ver que alguém concorda com a minha opinião =)

      Um beijo!

Tem algo a acrescentar?