O Príncipe (Il Principe) – Niccolò Machiavelli

Oi! A resenha está vindo na sexta porque passei a quarta – adivinhem – enrolada! Pra completar, estou ficando doente de novo, dessa vez é um resfriado com início de inflamação de garganta, o que me faz sentir um capítulo de enciclopédia médica. Me recuso a perder mais um fim de semana, no entanto, então estou lutando contra os sintomas e vivendo normalmente, e, no clima de controlar as coisas, escolhi um livro que não é literatura mas que eu li na escola e de que gostei muito. É dia de “O Príncipe”.

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“A doutrina de Maquivel, imortalizada neste livro, demonstra uma maneira cética de encarar o ser humano; sua concepção de poder pregava a prática acima da ética, pois tudo é válido contanto que o objetivo seja manter-se no poder. Citado incessantemente há quase quinhentos anos, ‘O Príncipe’ é tido como um modelo imoral de praticar o poder, mas é seguido à risca por quase a totalidade dos políticos que o criticam.”

Este livro me foi recomendado no Ensino Médio por um dos meus professores de história. Como eu nunca precisei de uma desculpa pra ler coisa alguma só precisei escutar a sugestão uma vez. Óbvio que fui a única “nerd” da turma a ler e aproveitar os ensinamentos desse clássico que é tão amado e odiado ao mesmo tempo, pelo menos à época (espero mesmo que meus colegas o tenham lido em algum momento de suas vidas, e, especialmente, que tenham sido inteligentes sobre o contexto histórico em que o livro foi escrito).

Não é uma história ficcional, então é importante ter em mente que pode ser um livro difícil/chato/maçante. Trata de política, então pra quem não gosta do assunto também pode ser complicado, mas eu acho que é uma daquelas leituras essenciais e formadoras de caráter e pensamento crítico, já que Maquiavel explica, basicamente, como um “Príncipe” (leia-se um governante) deve governar, passando pelo comportamento público, as finanças e até mesmo a questão de ser amado ou temido por seus “súditos” (leia-se governados [“Entre ser amado ou odiado, prefira o segundo.”]). Tenho vontade de reler este livro – e de fazê-lo em italiano – mas ainda não surgiu a chance. Enquanto isso, sigo recomendando-o! Vale a pena!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!


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