O Sétimo Unicórnio (The Seventh Unicorn) – Kelly Jones

Oi! Como prometido, estou aqui para trazer a resenha que deveria ter sido feita na sexta feira passada e que compensa pela primeira semana do ano, em que não tivemos posts com resenhas – aliás, essa semana passou voando, vocês não acham? Já queria ter falado desse livro há muito tempo, mas, não sei por que, nunca encontrei a oportunidade. Hoje é dia de “O Sétimo Unicórnio”.

sétimounicórnio

“Alexandra Pellier é uma jovem viúva e mãe de uma menina de seis anos. Como curadora do Museu Cluny, em Paris, ela é convidada para examinar itens que remontam à fundação de um convento ao sul de Lyon, no século XIII. As freiras de Sainte Blandine desejam dispor de seus bens antes de uma mudança forçada para um convento de aposentadoria. Durante a sua breve visita, Alex não encontra nada de interesse para seu museu, mas se depara com um antigo poema que ela inicialmente descarta como sendo um versinho insignificante e mal escrito. Em sua viagem de volta, no entanto, ela descobre um conjunto de desenhos e percebe que, junto com o poema, eles sugerem a possibilidade surpreendente de uma tapeçaria adicional à famosa série de seis peças “A Dama e o Unicórnio”, exibido no Cluny. Uma jornada começa quando detalhes no poema e nos desenhos revelam um caso de amor medieval proibido e oferecem pistas que podem levar à tapeçaria escondida; nessa jornada, Alex conta com a ajuda de Jake Bowman, um homem de seu passado, que retorna a Paris e se envolve em sua busca, forçando-a a olhar para dentro de si mesma e examinar sua própria capacidade de amar.”

Bom, eu li esse livro em 2006, em plena época do boom de “O Código Da Vinci”, quando vários livros parecidos – buscas por um segredo escondido que podem alterar, se não a humanidade, uma grande área de conhecimento – estava sendo publicados. Achei que esse seria sem graça como a maioria deles, mas acabei me surpreendendo, e gostei muito do livro!

Começando pelas personagens, gostei muito de Alex, já que ela é exatamente o que eu queria ser: dedicada ao trabalho, que ama e que escolheu fazer, inteligente, centrada e amorosa, ainda que marcada pela viuvez e pelos desafios de criar sozinha uma filha ainda pequena. Jake Bowman é charmoso e interessante, além de muito inteligente, e uma personagem interessante por sua interação com Alex, mas o destaque é mesmo dela. Sua filha, Soleil, é uma gracinha, e suas aparições foram muito charmosas. Gostei da menininha e de como interage com a mãe.

A narrativa é bem simples, comum, sem nada de diferente ou especial. Acho que o grande brilho da história está no desenvolvimento e descobrimento do mistério central, sobre as tapeçarias, e no relacionamento de Alex e Jake, e se ambos não tivessem sido desenvolvidos de forma tão interessante, talvez a história não fosse tão boa. É um bom livro, que eu recomendo pra quem gosta de investigações – meu caso! Sou apaixonada por romances policiais e livros como este – e que não está esperando uma surpresa gigante ou nada assim. É um livro para entreter, não para edificar.

E se você acha que já viu essa tapeçaria da capa, ou outra muito parecida, em algum lugar, mas não sabe onde, eu mostro:

salacomunal

Essa é a sala comunal da Grifinória, em “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Quando assisti ao filme ainda não tinha lido o livro, mas anos depois, ao revê-lo pela milésima vez, reconheci o padrão. Não podia deixar de mostrar. 🙂

Bom, é isso! Espero que tenham gostado! Bom fim de semana e até a próxima!


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