O Último Judeu (The Last Jew) – Noah Gordon

Oi! Acordei cansada e cheia de coisas para fazer, o que geralmente significa que vou ficar indecisa sobre o livro do dia. Felizmente ontem à noite já tinha pensado que gostaria de falar deste, e aí resolvi me manter na minha decisão. Hoje é dia de conhecer um pouco mais as consequências da Inquisição Espanhola em “O Último Judeu”.

“No ano de 1492, a Inquisição domina a Espanha com mãos de ferro. Centenas de milhares de judeus são expulsos e obrigados a fugir para não serem queimados na fogueira. O terror e a delação estão na ordem do dia e as mortes são inevitáveis. Neste clima de pânico, Yonah Toledano, um garoto de treze anos, filhos de um ourives judeu assassinado, se recusa à conversão e foge pelo interior da Espanha para não ser morto. Com seu macaco Moise, ele muda de cidades, conhece novas pessoas e busca um lugar onde possa se fixar, ainda que, para isso, tenha que praticar sua fé em segredo, escondendo-a dos que o rodeiam.”

Não me lembro quem me deu esse livro, mas sei que ele foi algum tipo de presente. Lembro, também, que não sabia bem o que esperar, e que fiquei agradavelmente surpresa com o livro, ainda que ele narre coisas nada bonitas e que tenha me deixado muito triste ver aquela situação de perseguição e torturas – saber que existe já é doído, agora ler deixa tudo muito mais sensível!

A narrativa de Gordon é boa, bastante clara e não há dificuldades para completar a leitura. Com o pano de fundo histórico muito bem pesquisado é fácil se inserir na história, e sentir que está ali, ao lado de Yonah, enquanto ele vive suas desventuras. Uma coisa importante: além de dominar as informações históricas – que ele pesquisou e descobriu com a ajuda de especialistas – Gordon sabe inseri-las numa boa narrativa, diferente do último livro que eu li, que peca exatamente aí.

As personagens são muito boas, e eu gosto bastante de Yonah. É um jovem corajoso e bravo, que procura manter consigo sua religião e tudo aquilo que aprendeu com o pai, respeitando quem é e de onde vem, ainda que seja tão jovem quando tem que começar a buscar uma nova vida e não saiba bem como fazer isso. Não me lembro de uma personagem secundária que tenha chamado minha atenção o suficiente para ser mencionada, mas lembro que eram todas bem uniformes.

Aliás, falando em lembrar, esse é exatamente o problema do livro: é muito bom, mas incrivelmente esquecível! Enquanto se lê, gosta-se muito, depois que se termina, ele já some da memória. Não há nada de incrivelmente marcante nele, e por isso gostei, mas passa muito longe de ser uma das melhores leituras da minha vida. Recomendo pra quem gosta de romances históricos ou pra quem quer ler algo agradável por algumas horas. É uma história meio triste, mas dá pra aguentar bem.

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana e até a próxima!


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