O Último Magnata (The Love of the Last Tycoon) – F. Scott Fitzgerald

“He was my picture, as sure as if he had been pasted on the inside of my old locker in school. That’s what I told Wylie White, and when a girl tells the man she likes second best about the other one – then she’s in love”
The Last Tycoon – F. Scott Fitzgerald

Oi! Já queria falar desse livro há algum tempo, mas a inspiração só veio uma vez antes de hoje (e acabei por resenhar Chocolate na ocasião), então foi mais uma das resenhas adiadas. Depois de ler “The Great Gatsby”, Fitzgerald entrou para minha lista de autores favoritos, e fui atrás de suas outras obras. Esse foi o segundo romance que li, e a resenha de hoje é dele, “The Last Tycoon”.

“Monroe Stahr é um bem-sucedido e carismático produtor de Hollywood, magnata e workaholic. Vive em uma fogueira das vaidades, em meio a cinismo, hipocrisia, promiscuidade e pessoas dispostas a tudo para serem imortalizadas nas telas do cinema. Mas Stahr, este Grande Gatsby da indústria cinematográfica, não consegue superar a morte de sua esposa, Minna, uma famosa atriz. Até que uma visão o domina: a de uma desconhecida muito parecida com sua falecida mulher. A trágica história do amor do último magnata é contada por Cecilia, filha de um sócio de Stahr, que fora apaixonada por ele quando menina – e parece não ter abandonado seus sentimentos.”

É importante explicar que este livro está incompleto. Fitzgerald o estava escrevendo quando sofreu o ataque cardíaco que o levou à morte, aos 44 anos, e o livro foi postumamente compilado e publicado – a compilação incluía as notas pessoais do autor que deixavam evidente suas intensões para o restante da história – pelo crítico literário Edmund Wilson, que era um amigo próximo de Fitzgerald. Parece uma escolha estranha ler uma história que não foi terminada, mas como eu sou meio obcecada com o trabalho dele, não podia deixar passar nada, e aí entra minha escolha desse livro, que seria, segundo Hemingway e o próprio Fitzgerald, a obra prima de sua carreira. Foi publicado inicialmente com o título “The Last Tycoon”, até que análise de outras notas de Fitzgerald mostraram que ele pretendia chamar o romance de “The Love of The Last Tycoon” (a edição que eu li não tinha nem as notas do autor, nem o título “correto”).

A história tem semelhanças com Gatsby, já que Stahr também se apaixona e é esse amor que o levará à ruína (quando o livro termina, não estamos nem perto desse momento), mas diferentemente de seu protagonista mais famoso, Monroe Stahr teve outro amor, e se tornou o grande Magnata de Hollywood justamente por se afundar em trabalho depois da perda desse amor. É um homem com nuances sombrias, que parece ligeiramente atormentado pelo passado, mas que floresce com a paixão súbita por Kathleen Moore. Ela é uma personagem complicada, pois a parte do livro que foi concluída e publicada só deixa entrever seu caráter, e não dá pra saber o que se passa em sua cabeça. Minha personagem preferida foi Cecília, a narradora e filha do sócio de Stahr, Bradogue Brady. Como não li as notas do autor, só posso imaginar o que ela seria, mas tenho a impressão de que teria um papel importante na história; quem sabe facilitando a queda de seu amado depois de uma rejeição? É o tipo de coisa que eu ia adorar ver…

A história tinha tudo para ser incrível, e mesmo só tendo acesso aos 17 capítulos terminados, já dá pra entrever um quadro complexo e muito interessante. Não duvido que, se terminada, teria sido o maior sucesso de Fitzgerald, como era previsto. Quase o é com apenas 17 capítulos prontos! Sendo um dos melhores livros que já li, não poderia deixar de recomendar!

Espero que tenham gostado! Bom restinho de semana, e até a próxima!


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