O Xangô de Baker Street – Jô Soares

Oi! Mais uma semana começando bem movimentada. Acho que todas vão ser assim para mim até o fim do semestre, então pra começar bem e animadamente, escolhi um livro pra rir e se divertir – ainda que eu tenha lá minhas ressalvas em relação a ele. Vamos de Jô Soares de novo, com “O Xangô de Baker Street”.

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“Um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. Sem falar, é claro, dos crimes do primeiro serial killer da história, que executa seu sinistro plano nota a nota, com notável afinação e precisão de corte. O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes que Conan Doyle se escusou de contar – por motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para felicidade do leitor brasileiro Jô Soares resgata neste romance implacável e impagável.”

Eu não lembro como peguei esse livro pra ler, tantos anos atrás. Se minha pouca memória não me falha, alguém na escola me emprestou e eu li depressa, curiosa para conhecer a escrita de Jô Soares e sua versão de mistérios para um dos detetives mais famosos da ficção. Quando terminei o livro, fiquei com aquele gosto agridoce dos sentimentos misturados, já mostro por quê.

Bom, a história em si é bem divertida, cheia de momentos engraçados e situações que se dividem entre o trágico e o cômico – e a linha entre os dois é tênue. O mistério em si foi até bem interessante, não impossível de ver uma solução, mas também não incrivelmente óbvio como são alguns dos que ando lendo.

As personagens são bem diferentes de seus originais: pra quem conhece Sherlock o mínimo que seja já sabe que ele passa longe de ser romântico, e, no entanto, aqui ele cede às tentações de uma bela mulata, além de se desviar completamente de seus padrões de comportamento. O mesmo vale para o Dr. Watson, que ainda por cima parece bobo de uma forma que nunca pareceu antes.

Claro que entendo que o objetivo era fazer uma sátira e uma adaptação do famoso detetive e suas histórias, mas fiquei com a sensação de que ele foi feito de bobo de tal forma que não consegui me apegar à história. Watson, minha personagem preferida nas histórias sherlockianas, ficou tão chato e tão abobalhado aqui que me deu agonias, e acabei por não gostar tanto da história por isso. Recomendo para quem quer rir, pois o livro é bem engraçado, mas não para quem é fã de Sherlock a ponto de não gostar muito de mudanças em seus comportamentos habituais.

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


2 thoughts on “O Xangô de Baker Street – Jô Soares

  1. Oi, Nina.
    Eu li esse livro há tanto tempo que já nem me lembrava mais dos detalhes. Foi ótimo ler a sua resenha e curtir a história novamente! hehehehe Eu me lembro de ter rido muito com esse livro! Uma pena que achou o personagem bobo!
    Beijos
    Camis

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