Oliver Twist (Oliver Twist) – Charles Dickens

Oi! Com o calor que não diminui e meu cansaço que também continua igual, fiquei me perguntando o que resenhar. Acabei por escolher um livro que estava na minha meta deste ano e que mostra como algumas coisas não mudam (o que é uma pena). Hoje é dia de “Oliver Twist” (e, antes que me esqueça, aviso que na sexta teremos resenha!).

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“A história do órfão Oliver, que foge do reformatório apenas para ser levado por um covil de ladrões chocou leitores quando foi publicada pela primeira vez. O conto de Dickens sobre a inocência da infância assolada pelo mal retrata o submundo do crime escuro de uma Londres povoada por personagens vívidos e memoráveis: ​​o vilão Fagin, o Artful Dodger, o ameaçador Bill Sikes e a prostituta Nancy. Combinando elementos do romance gótico, de Novela Newgate e melodrama popular, Dickens criou em Oliver Twist um novo tipo de ficção, contundente em sua acusação de uma sociedade cruel e permeado por uma sensação inesquecível de ameaça e mistério.”

Como eu disse lá em cima, este livro estava na minha meta deste ano e eu estava curiosa para conhecer a história. Clássicos me chama a atenção porque sempre quero saber o que os fez tão atraentes para tantos leitores, em tantas épocas diferentes, tornando-se o que são. Comecei a ler Oliver Twist e resolvi que o faria ao mesmo tempo que lesse outros livros. Isso é muito comum pra mim, às vezes leio quatro livros ao mesmo tempo, mas com a quantidade de coisas que ando fazendo, tenho tentado me envolver com uma história de cada vez; como a narrativa deste livro começa bem arrastada, achei que seria razoável voltar a fazer o sistema de alternâncias.

A história é boa, não me entendam mal! A vida de Oliver é trágica e meio deprimente, mas tem um final feliz (tenho que dar esse “spoiler” porque já sei que, se não for assim, muita gente vai abandonar o livro no meio do caminho), e mesmo durante os momentos mais tristes acontecem coisas bonitas que nos fazem sorrir e pensar que não pode ser tudo tão ruim assim. O livro é uma crítica social bem forte, e qualquer um pode notar isso com facilidade: a falta de oportunidades, o pré-julgamento e o preconceito sofrido por todas as personagens de classes mais baixas retratadas fazem com que seus destinos se alterem; uns se viram para o crime, outros para a mendicância, mas no fundo todos refletem o fato de que somos o que a sociedade faz de nós – não mudou muito daquela época para cá.

As personagens dão o tom à narrativa, contrastando-se o tempo todo; os vilões são realmente vis, os mocinhos, poços de candura. Pra ser franca esse não é meu tipo preferido de dicotomia, prefiro conhecer as sutilezas e erros dos bons e as qualidades redentoras dos maus: ninguém é completamente uma coisa ou outra, e acho importante conhecer os tons de cinza no meio que nos fazem humano; provavelmente por isso minha personagem preferida foi a Nancy, que se mostrou mais humana e real que os outros. No geral o livro é muito bom, mas de leitura ligeiramente cansativa em alguns pontos e meio maniqueísta, mas pelo que andei pesquisando é o estilo do autor (esse foi meu primeiro livro do Dickens). Recomendo, mas não acho que vá ser universalmente amado.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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