Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousquetaires) – Alexandre Dumas, père

Oi! Nem sei direito o motivo de ter escolhido “Os Três Mosqueteiros” para ser a primeira resenha da semana, mas como ri bastante durante a leitura, e uma semana como essa precisa de um pouco de animação, vou usar essa desculpa para ele ser o livro da vez.

Bom, o livro conta a história de Porthos, Athos e Aramis – os três mosqueteiros do título – e d’Artagnan, um aspirante a mosqueteiro. Os quatro se conhecem em uma situação complicada e iniciam um duelo, de um lado os três mosqueteiros, do outro d’Artagnan, até que uma mudança na situação coloca os quatro para lutarem juntos – e eles não se separam mais. Combatendo sob o lema “Um por todos e todos por um”, os Mosqueteiros e d’Artagnan vivem grandes aventuras juntos, lutando em nome do rei e em defesa da honra da rainha, e devem se unir contra uma misteriosa mulher – Milady – que ameaça não só a vida dos quatro, mas também a situação política da França – e até, indiretamente, a vida amorosa da Rainha Anne.

Começando pelas personagens; d’Artagnan é o grande protagonista, e seus amigos ficam em segundo plano em relação a ele, apesar de aparecerem bastante durante a história e terem suas próprias linhas narrativas, com histórias individuais – inclusive falando de seus casos amorosos e de suas motivações e pretensões. Gostei bastante de Athos, que é melancólico, silencioso e sofrido, escondendo um segredo que, pra mim, foi o mais interessante de ver revelado. Achei d’Artagnan bem chatinho, com aquela mania de adolescente de querer aparecer. Milady, a grande vilã da história, é muito corajosa, só pensa em si… mas apesar de ser uma boa vilã, é uma personagem meio maçante! O núcleo mais interessante é o da Corte do Rei Luís XIII, com as intrigas entre o Cardeal Richellieu, o Rei, a Rainha e o chefe dos mosqueteiros, Monsieur de Treville.

A história é bem diferente do que se vê nas adaptações cinematográficas em que os mosqueteiros aparecem. A narrativa foi um tremendo choque pra mim, como eu disse na resenha d’O Conde de Monte Cristo: algumas frases parecem até infantis, de tão simples que são, mas não é o livro todo que é assim. No geral a história é bem enjoada, tenho que dizer… é muita repetição das qualidades de cada um dos mosqueteiros pro meu gosto, e d’Artagnan não conseguiu me conquistar… acabei gostando mais dos três mosqueteiros do que de seu colega aspirante à profissão. A qualidade mais redentora dessa história, para mim, foi o humor: ri bastante ao longo da narrativa, já que os mosqueteiros – e d’Artagnan – se metem em situações tão absurdas que não há como não rir! A própria narrativa favorece essa ponta de humor que permeia a história, e esse traço acabou por ser meu preferido no livro.

Excluindo-se o fato de que, como a maioria das obras românticas, o livro pende para o exagero, a história é até razoável. O livro é o primeiro de uma trilogia, mas eu não tive acesso aos outros dois, pelo menos por enquanto. Recomendo o livro, apesar dos pesares; é divertido e tem personagens interessantes, vale a pena conhecer!

Espero que tenham gostado! Boa semana para nós e até a próxima!

d’Artagnan Romances:

1- Os Três Mosqueteiros

2- Vinte Anos Depois

3- O Visconde de Bragelonne


2 thoughts on “Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousquetaires) – Alexandre Dumas, père

  1. Oi, Nina.
    Eu nunca consegui tempo para ler esse livro, mas tenho ele aqui na estante. O problema é que esse é o tipo de história que “todo mundo conhece” e ao mesmo tempo poucos realmente leram o livro! hehehe O que é o meu caso! hehehe
    Beijos
    Camis

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