Otelo, o Mouro de Veneza (The Tragedy of Othello, the Moor of Venice) – William Shakespeare

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Oi! É a primeira vez em semanas que eu tenho tempo de vir resenhar pela manhã! É que estou de semi-recesso, então pude acordar com calma, sem despertador, e até tomar café que eu mesma fiz, sem correr pra faculdade ou pro trabalho. Aliás, falando em faculdade, logo posso ter boas notícias, então estou bem feliz hoje! É um dia de bons augúrios! Mas, pra não azará-lo com minha alegria, escolhi uma peça de que gosto mas que é bem dramática pra ser a resenha de hoje! Fiquemos com “Otelo, o Mouro de Veneza”.

Desdemona and Othello, by Antonio Muñoz Degrain

Desdemona and Othello, by Antonio Muñoz Degrain

“O mouro Otelo, homem destemido e grande guerreiro, casado com a bela e jovem Desdêmona, torna-se governador de Chipre e nomeia o Tenente Cássio como seu auxiliar principal, provocando assim a inveja de Iago, homem cínico e invejoso, que almejava o cargo e que despreza o líder em segredo. Para se vingar, Iago usa a maior fraqueza de Otelo, o amor que tem pela esposa, e os ciúmes que tenta esconder, contra ele, envenenando-o com suas palavras e insinuando que a esposa e o Tenente o traem.”

A primeira vez que eu li Otelo eu era criança. Devia ter uns 11 anos e li uma versão adaptada para o público juvenil em um projeto de leitura da escola. Achei a história fascinante, mas acho que não entendia bem o motivo. Hoje eu consigo ver que estava apenas me identificando no pobre Otelo: também sou bem ciumenta, e conseguia entender o complexo de inferioridade que anda colado em quem tem ciúmes. É fácil taxar de doida a pessoa que se enciuma por “qualquer coisa”, mas a verdade é que é um sentimento complexo e terrível. Não à toa inspirou essa tragédia incrível, que eu reli anos depois, dessa vez em texto integral.

A narrativa segue a linha Shakespeareana tradicional: prosa e versos intercalados, falas que são verdadeira poesia e monólogos razoavelmente longos. A trama não é complexa em si, mas as personagens e as emoções ali representadas são, então a combinação é linda, difícil e sofrida. De chorar como Romeu e Julieta, já que aqui também as emoções enganam e levam ao desfecho trágico, além de representar um amor doído, sofrido e cheio de emoções. Recomendo demais!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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